NAS QUADRAS - Tudo sobre basquete

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Poço de desejos

Sabe aquela expectativa que voce tem quando surge uma nova oportunidade? Aquela que abre um mundo de possibilidades na sua mente? Para algumas pessoas o sonho se torna realidade. Mas não exatamente como imaginado no começo. Chris Paul sempre sonhou ir às finais da NBA comandando uma equipe no Staple Center. Só não foi com quem vocês estão imaginando.

A relação de Chris Paul com a cidade de Los Angeles começou em 2011. Paul tinha sido trocado seu time na época, o New Orleans Hornets, para o Los Angeles Lakers, do Kobe Bryant. O jogador seria “a ponte” entre a dinastia de Kobe Bryant para uma futura com ele sendo o principal jogador. Não deu certo. A NBA, na época, controlava o New Orleans e vetou a troca frustando os planos de conquista do Staple Center por CP3. Apenas alguns dias depois, o sonho voltou a ser realidade quando o outro time de Los Angeles, o Clippers, conseguiu concretizar a troca com o Hornets, e finalmente a possibilidade de ser o rei de Los Angeles estava nas mãos de Paul. Apesar de jogar em um dos times mais icônicos e lembrados da última década, Paul nunca conseguiu levar o Clippers à final da NBA. Trocado em 2017 para o Rockets, ele abandona o sonho de vencer em Los Angeles e se junta a James Harden, em Houston, para vencer um campeonato. Ficou por uma vitória de destronar o poderoso Golden State Warriors. Com histórico de lesões em momentos importantes, e pouco sucesso em playoffs, o Houston troca Paul para um jovem Oklahoma City Thunder, em 2019. Apesar de parecer um passo atrás na carreira, o “Point God” leva o jovem time aos playoffs e se gabarita para procurar um time para tentar chegar às finais.

Eis que surge o Phoenix Suns.Assim como a ave da mitologia, o time do Arizona montou uma competente comissão técnica, com Monty Williams e o General manager James Jones. A volta do time aos holofotes se deve muito a Zion Williansom. Ao criar o campeonato na "bolha" em Orlando, a NBA precisava levar times com alguma chance, mesmo que remota, de ir aos playoffs no Oeste para que o jovem talento do New Orleans Pelicans tivesse mais tempo de TV. O Suns tinha uma mínima chance matemática para tal, e acabou sendo convidado. O mundo do basquete já conhecia Devin Booker, mas foi a cesta no final que selou a vitória do Clippers (olha o destino aí), que mostrou o jogador ao mundo. O Suns, apesar, de ter terminado invicto com 8 vitorias e nenhuma derrota na bolha, não se classificou aos playoffs, mas a impressão que o time deixou em todos foi muito boa. Inclusive em Chris Paul.

O armador seria um dos mais procurados na pós-temporada para ser a última peça para um time que desejava ser campeão logo. O Milwaukee Bucks, de Giannis Antetokounmpo, e o Philadelphia 76ers, de Joel Embiid, tentaram o jogador de todas as formas. O problema era achar um pacote que acomodasse Paul e seu gigantesco contrato. Somente nesta temporada ele vai receber quase 42 milhões de dólares. Não é pouca coisa. Eis que Paul revela que vai para o Phoenix Suns. E foi ele que procurou o time para oferecer seus serviços.

Vamos adiantar o relógio alguns meses, até um segundo lugar na temporada regular e um playoff de almaque depois, e parece que cada um dos centavos que o dono do Suns, Robert Sarver, pagou para Chris Paul neste ano foi justísssimo. Depois de 10 anos sem participar do playoffs e 28 sem disputar as finais, o Phoenix Suns de Chris Paul, Devin Booker e Deandre Ayton, está a quatro jogos de fazer o que jogadores icônicos como Charles Barkley e Steve Nash não conseguiram: vencer um campeonato da NBA.

Os dois últimos quartos do jogo 6 da final de conferência entre Suns e Clippers (olha eles de novo), placar final 130 a 103, foram um banho de descarrego para lavar a alma. O Los Angeles Clippers chegou a diminuir uma vantagem de 13 pontos para 7, no terceiro período, quando o Chris Paul voltou à quadra. E ele foi perfeito. Arremessos de 3, penetrações no garrafão e até mesmo uma boa e velha catimba. No final foram 41 pontos e 8 assistências fundamentais para colocar o Suns de volta nas finais.

E ao fim da partida, um atordoado Chris Paul era o rei do Staples Center. Na entrevista à ESPN, ele agradeceu a todos, inclusive ao seu ex-time, e foi ao vestiário do Staple Center comemorar a tão sonhada ida às finais. Ele nunca iria imaginar que seria no vestiário dos visitantes e defendendo o Suns.

Enquanto isso…

Se do lado Oeste o primeiro participante das finais está resolvido, do Leste, Bucks e Atlanta Hawks ainda disputam a última vaga sem contar com suas superestrelas. Trae Young, do Hawks, ainda não voltou a jogar desde que lesionou o tornozelo, e Antetokounmpo, do Bucks, sofreu uma lesão terrível no joelho. Quem chegar às finais pode ir sem seu principal jogador e cansado devido à série longa. As finais da NBA começam na quinta, dia 8.

Fuso de Tóquio

Neste sábado (3), às 7h30 da manhã, a seleção Brasileira disputa a semifinal do Pré-Olimpico de Split, Croácia, contra o México. Caso vença, a Seleção vai à final, e somente se vencer carimba o passaporte para a Olimpíada de Tóquio. Está valendo a pena acordar cedo para ver este time. O técnico do time brasileiro, Aleksandar Petrovic, fez questão de enfatizar o sistema defensivo durante toda a preparação, e o time mostra isso em quadra. A vitória conta a Tunisia, 64 a 46, era esperada, mas a atuação impressionante contra o time da casa, a Croácia, vitoria 94 a 67, aumenta a esperança que a seleção possa ir longe no Pré-olimpico..