NAS QUADRAS - Tudo sobre basquete

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Organizada

Em apenas uma semana de público nos ginásios da NBA, já tivemos cinco graves ocorrências envolvendo torcedores. Ações abjetas como cuspir em jogadores em NY com Trae Young e jogar uma garrafa em Kyrie Irving em Boston surgiram na semana passada. “Nada de novo vindo desta torcida. Não vamos voltar aqui”, disse Kevin Durant do Nets depois do infeliz incidente com Kyrie. Durant cumpriu e venceu o Celtics na terça, dia 2. A NBA não podia tratar a volta do público com tão leviandade. A mistura de rivalidades dos times com doses a mais de álcool e finalmente uma sensação de liberdade após uma pandemia insana ativaram a parte reptiliana do cérebro dos mais exaltados, e chegamos neste ponto. Surpreende a falta de prepare, já tivemos eventos antes. Para quem acompanha a newsletter, deve lembrar de dois incidentes em Cleveland e Atlanta com fãs e Lebron James em janeiro desse ano. Lembram?

Macaque in the trees
A volta do público ligou o alerta na NBA (Foto: Wikimedia commons/ Ktr101)

Presente de Grego

O Bucks chegou cheio de perguntas para disputar a série com o Heat. Será que o time de Giannis Antetokounmpo iria repetir os últimos fracassos em playoffs? Seria esse o “canto de cisne” do técnico Mike Budenholzer? O Bucks iria conseguir exorcizar a traumática eliminação ocorrida na bolha? Digamos que o Bucks varreu todas as perguntas e jogou todas as dúvidas para o time da Flórida. O Milwaukee não foi só dominante. Ele humilhou o Heat. A ponto de o desconhecido Bryn Forbes, dispensado pelo San Antonio Spurs, ter melhor média de pontos na série que o astro do Heat Jimmy Butler. Forbes fechou os quatro jogos com sólidos 15 pontos e Butler em parcos 14 em muito mais minutos em quadra.

Com o Heat no passado, agora é a hora de encarar o trio do Net de Durant-Irving-Harden. Na temporada regular, o Bucks foi bem e venceu dois dos três duríssimos confrontos. Se o Bucks passar, e o time tem chance, pode ser a redenção da oportunidade de ouro que eles tiveram em 2018 e deixaram passar quando conseguiram perder para a final de conferencia para o Raptors.

Temporada de furacão

A eliminação do Miami Heat promete ter o efeito de um furacão Tropical no times de Pat Riley. A grande verdade deste time é que ele nunca embalou na temporada. O Heat percebeu logo cedo na temporada que precisaria de consistência no ataque, muito dependente de Jimmy Butler, que pedia ajuda desesperadamente a nomes como Tyler Herro e Duncan Robinson. Herro, por sinal, herói do Heat na Bolha, sofreu com a maldição do “segundo ano” na NBA. Sua porcentagem de acerto de 3 pontos caiu de 38% em 2019/2020 para 36% nesta temporada. De futuro All Star, Herro passou a ser questionado e jogador a ser envolvido em possíveis trocas.

Falando em trocas, a maior que o Heat realizou também não deu certo. No papel, a troca com o Houston de Victor Oladipo por Kelly Olynyk e Avery Bradley parecia perfeita. Afinal, Oladipo tinha ( tem) interesse em fechar para a próxima temporada um gordo contrato, estava em baixa depois da saída do Pacers e sempre deixou claro que sonhava jogar pelo Heat. Algumas lesões depois, o sonho virou pesadelo. Oladipo sai desvalorizado desde a confusa saída do Pacers e entra na temporada de agentes-livres como um jogador-problema.

No fundo, o que a eliminação do Miami prova é que a bolha da NBA acabou sendo, sim, um campeonato à parte. Ao parar a temporada regular e começar em um segundo momento, tudo mudou. E convenhamos, o Heat é o time para jogar um campeonato tiro-curto como foi a bolha. Os jogadores voltaram antes da maioria dos outros times, o “staff” de preparadores físicos e treinadores é de primeiro nível, e os jogadores eram desconhecidos. O vice-campeão Heat fica cada vez mais marcado como vice da bolha.

Alias…

Lembram que o TJ Warren era o craque da bolha. Pois é...

Ninho

O Atlanta Hawks sempre momentos altos e baixos na sua existencia. Dos times icônicos, sempre lembramos do fantástico time do final dos 80 com Dominique Wilkins, Kevin Willis, Doc Rivers e Spud Webb. Nos 90, tivemos Dikembe Mutombo, Steve Smith e Mookie Blaylock, e mais recente o time do técnico Mike Budenholzer com Paul Millsap, Jeff Teague e Al Horfdord. Todos times competitivos, mas convenhamos que, tirando o time de Dominique, os outros tinham o grave problema de faltar um jogador com carisma que empolgasse a cidade. Isso mudou com Trae Young. Conversando com locais na Georgia, inclusive com pessoas que foram ao jogo 3 e 4, o Hawks conseguiu atrair a população local para torcer para o time. O medo da diretoria era que na volta da série de Nova Iorque, os torcedores do Knicks enchessem a State Farm Arena como era de praxe. Era. Pelos relatos, a proporção de pessoas torcendo pelo Hawks era de 80%. Em épocas anteriores, a torcida do Knicks chegava a ter mais torcedores que a do próprio Atlanta.

E pensar que Trae quase saiu do time por conta do ex-técnico…

Com que roupa

O torcedor do Knicks se perguntou a temporada inteira: quando estes arremessos do Julius Randle vão parar de cair? Parece que eles conseguiram a resposta: nos platoffs. O vencedor de jogador que mais evoluiu esse ano não está bem na série contra o Hawks. A ponto de lembrar o jogador errático que ele foi durante seu período no Lakers e Pelicans. Se na temporada regular ele marcou 26 pontos, nos playoffs a média caiu para 16 com 27% ( isso mesmo) de aproveitamento de arremessos de quadra. Muito pouco para um All Star.

Quem está segurando a onda do Knicks é Derrick Rose. Confortável na posição de sexto homem, o técnico Tom Thibodeau tem colocado o jogador para iniciar as partidas, ser o foco do ataque e ainda marcar Trae Young. É muito para o veterano. Reggie Bullock ou Elfrid Payton poderiam ajudar, mas estamos falando de Reggie Bullock e Elfrid Payton.

Meu garoto

Independente do resultado da série contra o Phoenix Suns acredito que esteja claro que o maior legado que Lebron James irá deixar no Los Angeles Lakers se chama Anthony Davis. Sem o ala-pivô, o Lakers é um bom time, mas longe de ser um time campeão.

Caiu de maduro

Falando em legado, qual seria o de Danny Ainge nos Celtics? Ainge parece que não continuará como Presidente do tradicional time e que Brad Stevens, o atual técnico, assumirá o seu lugar. Ainge será lembrado por o quê? Pelos picks do Nets que não levaram o time ao novo campeonato? Pela volatividade que ele tratava os jogadores? O nome Isaiah Thomas lembra algo?



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A volta do público ligou o alerta na NBA