NAS QUADRAS - Tudo sobre basquete

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Estalinho

Depois de muita antecipação, especulação e “refresh" no Twitter, o período de trocas e buyout (algo como o acordo de demissão, em uma analogia bem simples) de jogadores está oficialmente terminando para a temporada 2020/2021. Não foi pouca coisa este ano, chegando a bater o recorde de transações com 45 jogadores com endereço novo. Em casos como o Orlando Magic, uma verdadeira faxina geral no elenco. Mas já vamos falar do time da Terra do Mickey.

Macaque in the trees
Mais 15 minutos e o Orlando iria acabar trocando até seu mascote, o Dragão Stuff (Foto: Reprodução Internet)

Vamos ver quem se saiu bem e quem não foi bem na Trade deadline:

1.APROVADOS

Chicago Bulls 

TROCA: Bulls trocou Otto Porter, Wendell Carter Jr. e escolhas de segunda rodada para o Orlando Magic por Al Farouq Aminu e NIkova Vucevic

Bem-vindo de volta, Chicago Bulls! A mudança de atitude do time lendário de Michael Jordan começou com a chegada do lituano Arturas Karnisovas e de Billy Donovan na pré-temporada, e agora se confirma com o Bulls trazendo o melhor jogador do Magic. Vuc traz para o Bulls quase 24 pontos e 11 rebotes com um aproveitamento de quase 48% dos arremessos de quadra. A chegada do pivô cria a expectativa de que o Bulls volte aos playoffs, fato que não acontece deste o experimento Jimmy Butler-Wade-Rondo. Para Vucevic ir para um grande mercado pode ajudar, porque apesar do Magic não estar indo a lugar nenhum, já era um time estabelecido nos playoffs. Neste ponto de vista, o Bulls está um passo atrás. Agora, se o time conseguir chegar a um sexto lugar, podemos começar a considerar Karnisovas como um candidato a Executivo do ano.


Denver Nuggets

TROCA: Denver trocou Gary Harris, RJ Hampton e uma escolha de primeira rodada com o Magic por Aaron Gordon.

Falando em Orlando, quem se aproveitou bem do desmanche do Magic foi o Denver. O Nuggets ficou mais alto, mais atlético, praticamente por uma escolha de draft. E não teve que movimentar o jovem Michael Porter Jr. Gordon não confirmou o status de superstar, mas é sem dúvida um upgrade em relação a Harris e até mesmo ao saudoso Jerami Grant, que saiu no ano passado. E se o Lakers quiser complicar com um quinteto mais alto com AD, Lebron e Gasol, o Denver pode responder com Gordon, Millsap e Jokic com o JaVale McGee, que voltou para o Colorado.

Miami Heat

TROCA: Miami trocou Avery Bradley (lembra dele?), Kelly Olynyk e uma troca de escolha (pick Swap) por Victor Oladipo

A Pat - o que é de Pat! Se o Heat precisava de mais uma boa peça no ataque, por que não buscar uma das melhores no mercado, mesmo sabendo que pode ser somente por esta temporada? E foi o que o Heat fez e não sacrificou seus jovens como Duncan Robinson e Tyler Herro para isso. Esta foi uma troca que acontece há pelo menos 3 anos. Oladipo sempre quis jogar no Heat, já que é fã de carteirinha de Dwayne Wade, e se o time for longe, quem sabe o complicado Oladipo não aceita um contrato mais adequado a seus talentos e tenta o campeonato em Miami?

Menção honrosa: gosto muito do movimento do Portland em trazer Norman Powell do Raptors por Gary Trent Jr. Trent já tinha dado sinais de que não ia ficar e Portland pode ser um bom porto para os talentos de Powell.

Macaque in the trees
O Miami Heat espera que Victor Oladipo seja a resposta para seus problemas no ataque (Foto: Reprodução Internet)
 

2. Reprovados

Houston Rockets

Sem Cousins, Harden e agora sem Oladipo. O cenário em Houston é desolador. Foram 20 derrotas consecutivas no último mês e perspectivas bem complicadas para o futuro. Por conta disso não entendemos por que o General Manager Rafael Stone não pediu mais dos outros times por Oladipo. Realizar a troca com o Miami sem incluir Robinson ou Herro, até aceitava o bom calouro Precious Achiuwa, não fez o menor sentido. Vai demorar para o pessoal do Texas voltar aos bons tempos

Boston Celtics

TROCA: Enviou das escolhas de segunda rodada para o Magic por Evan Fournier

De vez em quando, em uma venda de garagem alguém pode fazer um mau negócio. No caso do Celtics, a troca pela Frances Fournier efetivamente melhora o banco de reservas e tenta preencher uma lacuna que Gordon Hayward deixou, mas parece pouco. O Celtics precisa desesperadamente de um upgrade nos pivôs e Alas de força. Robert Williams não consegue ficar em quadra muito tempo devido a problemas com faltas, Tristan Thompson vive às turras com o time, o técnico, com a esposa, com ele, enfim… e a troca de Daniel Thies por Mo Wagner? Alguém entendeu?


No fim do dia nenhuma destas trocas foi bombástica, e não foi um dia tão frenético como aquele ano de 2018 em que o Cavs implodiu. Dos times que estão no topo da tabela, somente o Clippers fez algo, notinha abaixo, que pode ajudar ou não em uma série de playoff. De qualquer forma, estas trocas tornam o torneio play-in e a classificação dos playoffs no Leste, mais emocionantes.

Águas de Março
O basquete nacional parece que não consegue sair do dia 20 de março de 2020. O NBB vem se esforçando e volta em Brasília para terminar suas duas últimas semanas antes dos playoffs, e a LBF luta semana a semana para manter o campeonato. Se não ocorrer, e rápido, uma união de todas as forças no esporte nacionalmente, não vai sobrar lugar nem em rede social para reclamar da modalidade.

 

 



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Mais 15 minutos e o Orlando iria acabar trocando até seu mascote, o Dragão Stuff
O Miami Heat espera que Victor Oladipo seja a resposta para seus problemas no ataque