No rádio, Dilma critica governo FHC e Serra pede que eleitor và às urnas

     SÃO PAULO - A três dias das eleições, os programas dos candidatos à presidência da República, veiculados no rádio na manhã desta quinta-feira, buscaram resumir as propostas dos concorrentes para os diversos temas em discussão na agenda do país. Dilma Rousseff (PT) contou ainda com um depoimento do educador e deputado federal eleito pelo PSB Gabriel Chalita, enquanto José Serra (PSDB), pediu o voto dos eleitores no próximo domingo. "Vote antes de viajar e garanta a tranquilidade do seu feriado e do seu futuro", disse um dos locutores serristas.

Na propaganda de Dilma, o tema do dia foi apresentado pela própria candidata. "Já houve épocas na nossa história onde a economia ia bem e o povo ia mal. No caso do governo passado, a economia ia mal e o povo também. Inflação voltando, desemprego em alta, salário mínimo sem poder de compra, falta de comida na mesa e dependência total do FMI", disse a petista que afirmou ter um "orgulho enorme de ter participado do governo que mudou essa história".

Gabriel Chalita, que já foi secretário da Educação do Estado de São Paulo no governo do tucano Geraldo Alckmin, deixou sua mensagem em apoio à petista. "Eu estou com a Dilma porque eu quero que o Brasil continue mudando. Ela vai nos ajudar a ter a educação que a nossa gente merece", afirmou o deputado. Entre as propostas da candidata para a área da educação estão o fortalecimento do ProUni, a construção de novas universidades federais e de novas escolas técnicas.

Logo no início da inserção de José Serra, dois locutores criticaram a adversária petista. "Você reparou que a Dilma nessa última semana apelou para os ataques e os boatos contra o Serra?", perguntou Lilian. "Só essa semana ela já foi punida pela Justiça Eleitoral várias vezes. Tá pegando mal", respondeu Wilson. "É, pois é. Além de não ter nada pra mostrar, ainda se queima desse jeito", completou Lilian.

Serra falou mais uma vez sobre a criação do Ministério da Segurança. "E ele vai funcionar. Exército, Polícia Federal, treinamento, armas e uma Guarda Nacional para enfrentar o contrabando de armas e o perigo das drogas", disse. O tucano também aproveitou seu espaço para falar sobre a economia. "Eu vou trabalhar muito para o Brasil ter uma economia forte que cresça e gere empregos de forma permanente. O aumento do salário mínimo, o aumento dos aposentados e o 13º do Bolsa Família são justos e são viáveis", afirmou.