Plínio ironiza Dilma em carreata no Rio

 

O candidato à presidência da República, Plínio de Arruda Sampaio (Psol), criticou a presidenciável Dilma Rousseff (PT) durante uma carreata no Rio de Janeiro, no início da noite desta sexta-feira (1). Considerado bem humorado, Plínio explicou que no debate na Rede Globo na última quinta-feira (30) a "piada" foi a afirmação de Dilma sobre as doações recebidas pela campanha da petista.

"Disseram que eu sou brincalhão. Não fiz piadas. As piadas são os caras. Quando uma candidata diz que as doações para a sua campanha são legais, isso é uma piada", disse Plínio, se referindo à presidenciável Dilma Rousseff (PT), que no debate afirmou que as doações recebidas pelas sua campanha são de origens legais.

Ainda durante a manifestação, Plínio discursou, protegido da garoa por um guarda-chuva, para os seus apoiadores: "Mesmo com tempo fechado e chuva, a nossa campanha termina em alto astral, porque pela primeira vez na história desse País o que não se podia ser dito, foi dito. Estou aqui para pedir os votos nas urnas para os nossos deputados e senadores. A nossa luta não acaba daqui a três dias. Ela continua daqui a três dias. Nós somos a garantia de que o povo saberá a verdade".

Na Cinelândia, palco de diversos atos políticos e tomada por cartazes de inúmeros candidatos nas vésperas das eleições do próximo domingo, Plínio encerrou a sua campanha no Rio e mais uma vez discursou para dezenas de militantes. "A gente não aceita a vida como ela é. A gente aceita a vida como deve ser. Nós vamos mudar isso aqui", concluiu.

Ao longo do percurso, a militância gritava frases de ordem, como: "É socialista, é coerente. Plínio Sampaio presidente!", "Ô jornalista, põe no jornal. Aqui não tem militante de aluguel", "A tal da dívida não pago não. Bota o dinheiro na saúde e educação" e "Eu não recebo nenhum Real, eu tô na rua por um ideal". Na Avenida Rio Branco, centro financeiro carioca, os militantes do Psol quase cruzaram com petistas e cabos eleitorais do PMDB. Poucas vaias foram ouvidas do lado do Psol, abafadas pelos próprios militantes do partido.

Durante o trajeto, o candidato recebeu flores de algumas crianças que o cercaram e lhe abraçaram. Jefferson Moura, candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, Milton Temer, que postula uma vaga ao Senado, e Chico Alencar, que tenta se reeleger como deputado federal, todos do Psol, também acompanharam a caminhada, além da jovem militância.

Dilma nega "escorregão" ao comentar doações em debate

FLÁVIA BEMFICA

A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, disse na tarde desta sexta feira (1), em Porto Alegre, que não cometeu nenhum "escorregão" ao falar sobre suas doações de campanha no debate de quinta-feira realizado pela TV Globo.

"As minhas doações são legais. Se eles riram é porque as deles não são. Agora, eles, vocês descubram quem são", disse Dilma aos jornalistas durante coletiva realizada no antigo terminal de cargas do Aeroporto Internacional Salgado Filho.

Diante da insistência dos jornalistas para apontar sua preferência entre José Serra (PSDB) ou Marina Silva (PV), no caso de a eleição presidencial ter segundo turno, Dilma brincou. "Eu não respondo nem amarrada a uma pergunta dessa."

A candidata petista também voltou a falar sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito da exigência de apenas um documento para votar e da suposta ligação telefônica que o ministro do STF Gilmar Mendes teria recebido de Serra durante a votação. "Eu não faço ilação porque eu não tenho provas. Agora, sem sombra de dúvida, se foi, eu acho muito grave", disse Dilma para em seguida completar. "Não acredito que o ministro Gilmar Mendes faria isso."

A respeito da questão da obrigatoriedade de dois documento, Dilma disse que é uma visão "meio preconceituosa" acreditar que só os segmentos populares serão beneficiados. "Acho que beneficia a todas as camadas", concluiu a candidata.