Candidato traz de volta Enéas em propaganda eleitoral em Minas Gerais

 

O ex-deputado e ex-presidente do extinto Prona (Partido da Reedificação da Ordem Nacional) Eneás Carneiro voltou à cena na campanha eleitoral mineira. Morto em 2007, o caricato político, que marcou a disputa presidencial com o bordão "Meu nome é Enéas", deixou gravado, um ano antes, um depoimento de apoio ao então pré-candidato a deputado por Minas Jorge Periquito. Ex-filiado ao Prona e atual presidente do PRTB no Estado, Periquito, que não chegou a sair candidato em 2006, agora tenta uma vaga de deputado federal e usa na sua propaganda eleitoral da TV a fala de Enéas.

Para tirar da gaveta a tal gravação do ex-aliado político, ele garante que teve respaldo do próprio Enéas, que, na época, teria autorizado a veiculação de próprio punho. Naquele ano, por uma irregularidade na ata de convenção do Prona, Periquito não conseguiu viabilizar sua candidatura e agora, quatro anos depois, pega carona com o falecido político para tentar impulsionar sua campanha.

Buscando evitar uma reação ou até mesmo processo por parte de outros candidatos, Periquito convidou uma das filhas de Enéas, Gabriela, para uma nova gravação, que irá ao ar nos próximos dias. Na aparição, ela afirma que o depoimento de apoio do pai ao candidato foi autorizado e que não há empecilhos para seu uso.

Segundo o candidato a deputado, o programa que foi ao ar nesta sexta-feira (24) na TV foi gravado na intenção de deixar uma mensagem aos mineiros. O depoimento onde Enéas declara seu apoio ao pré-candidato foi ao ar no início do mês. Nele, o político dizia: "votar nele é votar em mim". Sem constrangimentos

E utilizar a figura de uma pessoa tão popular, mesmo depois de morta, ajuda? Com a palavra, Periquito, que parece não se constranger com o estranhamento provocado pela propaganda: "é uma forma de minha candidatura ter uma referência, um aval, mesmo que doutor Enéas já tenha falecido."

Depois de concorrer três vezes ao cargo de presidente da República, o médico Enéas Carneiro foi eleito deputado federal em 2002 com votação recorde - cerca de 1,5 milhões de votos. Em maio de 2007, ele morreu vítima de leucemia. 

 

Confira o vídeo: