A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou durante o terceiro bloco do debate realizado nesta quinta-feira (23) pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e veiculado pela Rede Vida que durante o governo Lula "não tivemos em nenhum momento o engavetador-geral da República". A menção da petista fazia referência a Geraldo Brindeiro, que ganhou o apelido da oposição durante o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso.
Dilma ainda afirmou que "é um avanço da democracia essa discussão sobre a questão da ficha suja" e que, se eleita não permitirá nenhuma político ficha suja em seu governo.
O candidato do PSDB, José Serra, disse que é contra o financiamento público de campanha. "Não vai evitar o financiamento paralelo", argumentou. Sobre a democratização da informação, o tucano afirmou: "no Brasil, muitos confundem democratização da informação com censura". Em seu comentário, Marina Silva disse ser favorável ao financiamento misto de campanha. "As listas fechadas favorecerão a burocracia partidária". Ela também defendeu a democratização da informação através da transparência.
Marina Silva, do PV, voltou a defender a reforma tributária. Segundo a candidata, "é uma necessidade". Em referência aos governos FHC e Lula, a verde afirmou: "durante 16 anos, dois partidos não fizeram reforma tributária". A petista Dilma defendeu governo Lula e disse que houve tentativa de fazer reforma tributária.
Sobre segurança pública, o candidato do Psol, Plínio de Arruda Sampaio, novamente arrancou aplausos da plateia. "Quando fala-se em segurança, se fala em mais armas, caveirões, helicópteros, mais soldados, mais porrada (...) esse País criminaliza sua pobreza e, principalmente, sua pobreza negra", afirmou. Em sua réplica, Serra lamentou o resultado do plebiscito do desarmamento, em 2005, e voltou a defender a proposta de criar o Ministério da Segurança para reforçar a segurança nas fronteiras e combater o tráfico de drogas.