Governador do Amapá e ex-governador continuam presos, decide STJ

Débora Zampier, Agência Brasil

BRASÍLIA - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter presos o governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), o ex-governador Waldez Góes (PTB) e o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Júlio Miranda, acusados de envolvimento de desvio de verbas do estado e da União. Eles foram presos preventivamente com mais 16 pessoas na última sexta-feira (10).

A decisão é do relator do inquérito da Operação Mãos Limpas no STJ, João Otávio Noronha. Ele também manteve a prisão do secretário de Segurança Pública do Amapá, Aldo Alves Ferreira, do empresário Alexandre Gomes e do servidor do governo José Santos Bittencourt. O pedido de prorrogação da prisão preventiva foi feito pelo Ministério Público Federal no fim da tarde de hoje.

O pedido de prorrogação foi necessário para não comprometer os depoimentos em curso e o andamento das investigações , informou, em nota, a Procuradoria-Geral da República (PGR). Doze pessoas que também estavam presas serão soltas hoje, após a meia-noite, quando expiravam os cinco dias de prisão preventiva, que começaram a ser contados na última sexta-feira (10).

Mais cedo, o ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou os pedidos de soltura de Waldez Góes (PDT) e de sua esposa Marília Xavier essa última não está entre as seis pessoas que permanecerão presas. Góes e a mulher foram os únicos dos 18 presos que pediram habeas corpus no STF.