João Pequeno, Portal Terra
RIO DE JANEIRO - O governador do Rio de Janeiro e candidato à reeleição Sérgio Cabral (PMDB) admitiu nesta terça terça-feira (14) não estar satisfeito com os transportes públicos estaduais, durante entrevista ao RJ TV, da TV Globo. Sistemas como os de barcas, trens, metrô têm sido muito criticados nos últimos anos por problemas que vão de panes recorrentes à superlotação constante.
"É claro que não estou satisfeito", disse Cabral, respondendo à pergunta do apresentador Edmilson Ávila. "Quero chegar a 2014 com toda a frota renovada na SuperVia (que administra os trens), no metrô, na barcas e que os passageiros aguardem metade do tempo que passam hoje", afirmou, dizendo ainda que sua gestão encomendou trens novos para o metrô, o que não acontecia desde os anos 80.
Sérgio Cabral também afirmou que, reeleito, seu maior desafio até 2012 será apresentar novos números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), ranking do Ministério da Educação que deixou o Rio de Janeiro na penúltima colocação nacional neste ano, segundo dados recolhidos em 2009.
"Herdamos uma situação em que na capital havia aprovação automática (...) o aluno ia do primeiro ao nono ano (do ensino fundamental) sendo aprovado sem aprender matemática e português", alegou, dizendo ainda que os professores não tinham reajustes há 12 anos.
Sobre a área da segurança, quando questionado sobre o por que de apenas uma das doze Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) ter sido instalada em local antes dominado por milicianos, o Batan, na zona oeste do Rio, o governador negou dar combate menor às milícias do que ao tráfico. "A política de combate à milícia se iniciou no nosso governo. No governo passado, em 2006, foram presos se eu não me engano, quatro ou cinco milicianos. Nós já prendemos quase 440. A operação de combate à milícia envolve mais a inteligência, porque é um domínio territorial diferente do tráfico. Então, quem normalmente prende o miliciano é a Polícia Civil. Não tem a mesma lógica do combate ao tráfico", justificou.
Sobre o apoio que possui de partidos com políticos ligados a milícias - como o PTN, do deputado estadual Jorge Babu, citado na CPI das Milícias e o PMN, do vereador Cristiano Girão, atualmente preso - Cabral alegou que "cada partido (dos 16 que o apoiam) tem a responsabilidade de controlar os seus filiados".