Portal Terra
FLORIANÓPOLIS - O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, disse que a estratégia da campanha de José Serra nos próximos dias é mostrar que o Brasil estaria correndo o risco de se "venezualizar" caso a petista Dilma Rousseff seja eleita para a presidência da República.
Guerra participou da inauguração de um comitê Pró-Serra no centro de Florianópolis, na noite desta terça-feira, acompanhado do governador Leonel Pavan. A rápida passagem por Santa Catarina teve como objetivo aparar arestas entre o chefe do Executivo estadual e as lideranças da coligação que disputa a sucessão estadual, encabeçada por Raimundo Colombo (DEM).
"O programa eleitoral até aqui mostrou o Lula. Mas não é o Lula que irá governar nos próximos anos", disse o líder tucano. "Vamos mostrar que o Brasil corre o risco de se 'venezualizar' cada vez mais. Vão acabar os direitos, a democracia e o respeito à Constituição caso Dilma seja eleita".
Apesar dos esforços, Sérgio Guerra não conseguiu resolver os problemas entre democratas e líderes do PSDB e do PMDB em sua visita. Nenhuma liderança democrata ligada ao candidato Raimundo Colombo participou da inauguração do comitê criado para a campanha de Serra. Correligionários do DEM e peemedebistas que ainda defendem a campanha de Colombo estiveram em um evento realizado a duas quadras do comitê tucano.
Para o presidente tucano, o crescimento de Dilma nas últimas pesquisas de intenção de voto ocorreu em razão de o eleitorado ter passado a conhecer o seu nome. A presença de Lula nos programas eleitorais foi minimizada pelo senador, que ainda destacou que a "comparação" seria o melhor caminho para levar a disputa ao segundo turno. "Queremos que os líderes ingressem na campanha e mostrem que Fernando Henrique Cardoso foi quem possibilitou todo o avanço que o governo Lula colheu", disse Guerra. "Nosso objetivo é mostrar que Serra é o melhor candidato e iremos partir para as comparações com Dilma. Quem vai governar não é o Lula".