No Ceará, governador Cid Gomes é alvo de todos em debate na TV

Portal Terra

FORTALEZA - O terceiro debate na televisão entre os candidatos ao Governo do Ceará finalmente ganhou tons politicamente acirrados e trouxe ao público alguns temas importantes. Estiveram presentes os cinco candidatos de partidos representados no Congresso Nacional: Marcos Cals (PSDB), Lúcio Alcântara (PR), Soraya Tupinambá (PSOL), Marcelo Silva (PV), e Cid Gomes (PSB).

Logo no primeiro bloco, violência e meio ambiente foram o foco da candidata pelo PSOL para deixar o atual governador Cid Gomes numa situação difícil. "Vim da cidade de Limoeiro e lá há denúncias graves de violência contra um radialista por policiais. Por que o senhor manteve um acusado de participar da tortura durante a ditadura militar na Corregedoria da Polícia?", questionou Soraya.

Cid Gomes retrucou dizendo que nada foi provado contra o corregedor e por isso o manteve no cargo e que no seu Governo vários investimentos foram feitos na área de segurança, como a criação da Divisão de Homicídios, a criação de mais penintenciárias e a reforma da polícia forense, entre outras ações.

O candidato Marcos Cals fez referência à criação de empregos no Estado, citando que no governo Tasso Jereissati mais de 70 mil empregos foram gerados, na proporção de um emprego gerado na capital cearense para um emprego no interior. E que o número de empregos divulgados por Cid são irreais. "Onde está a mágica? o próprio site do seu candidato ao Senado, ex-ministro do Trabalho, José Pimentel, diz o contrário. Onde estão a refinaria e a siderúrgica prometidas pelo presidente Lula?", disse Cals.

Cid rebateu dizendo que o governo do PSDB (do qual ele também participou no início da carreira política) criou muito menos oportunidade de emprego do que a sua atual gestão. "Somente em quatro anos já criamos 171 mil empregos. Somente novas empresas foram 200 e que no interior mais de 20 mil empregos gerados", afirmou.

Ex-governador do Ceará e atualmente líder estadual do Partido da República (PR), Lúcio Alcântara também foi enfático nas suas propostas e fez críticas ao atual governo. Uma delas causou certa estranheza entre a imprensa e a plateia, quando se referiu à criação do Vale Sonho, verba de R$ 1 mil destinada ao final dos estudos para os alunos de Ensino Médio.

Os recursos, segundo Lúcio, viriam do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop) e seriam usados para incentivar e preparar os alunos ao final do curso para a vida profissional. Lúcio também se comprometeu em dar um laptop e acesso gratuito à internet para cada professor da rede estadual de ensino, quando questionado sobre os dados da educação no Ceará. Atualmente, 45% dos professores são temporários e 20% não têm formação superior.

O nome do presidente Lula não foi usado apenas pelo candidato da coligação com o PT, Cid Gomes. Lúcio Alcântara (PR) e Marcos Cals (PSDB) não esqueceram de citar Lula. "Fui elogiado várias vezes pelo trabalho do saneamento financeiro que fiz no Estado, inclusive com o apoio do governo Lula e do então ministro Pallocci. E agora, se eleito, pretendo trabalhar com o apoio da presidente Dilma", destacou Lúcio.

Em nenhum momento do debate, Cals, que trabalha para o palanque de José Serra no Ceará, cita o presidenciável tucano. Aliás, no seu programa eleitoral político na TV, além de não citar o candidato, Serra não aparece em nenhuma imagem, nem em qualquer material de campanha.