Petróleo volta a registrar perdas depois de chegar a mínimas históricas

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Os preços de barris de petróleo no mercado norte-americano e europeu tinham estabilidade no início da manhã desta quinta-feira (21), com tendência de leve baixa, mas o movimento de queda se reforçou. Na véspera, o valor da commodity despencou, renovando mínimas históricas e levando o mercado financeiro a um dia de sell-off global.

Às 8h32, o Brent para entrega em março registrava leve queda de 0,14%, cotado a US$ 27,84 no International Exchange Futures (ICE). O futuro do light sweet crude (WTI), do Texas, se desvalorizava em 0,30%, para US$ 28,27.

Às 9h25, o Brent tinha queda de 0,90%, a US$ 27,63, e o WTI registrava uma baixa de 1,25%, a US$ 27,99.

Às 11h05, o barril de Brent sofria uma desvalorização de 0,84%, a US$ 27,64; enquanto o WTI recuava 1,08% a US$ 28,05.

As projeções para a commodity ficam cada vez mais pessimistas. Na semana passada, em relatório mensal sobre o mercado, a Agência Internacional da Energia (AIE) afirmou que o preço pode chegar a US$ 10, valor muito abaixo dos US$ 100 vistos em 2014, que ameaça a sustentabilidade de projetos e afeta as finanças de empresas do setor.

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A commodity enfrenta um cenário de excesso de oferta, intensificado pelo término das sanções econômicas ao Irã, e queda na demanda. 

De um lado da equação, não param de surgir dados preocupantes em relação à economia chinesa. Em contrapartida, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) continua sem chegar a um acordo para limitar a produção de seus membros. O consenso do cartel poderia impulsionar os preços do barril. A entidade destacou na semana passada, entretanto, que espera um equilíbrio dos preços ainda neste ano.

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Países como Venezuela e Nigéria defendem o corte da produção, mas Arábia Saudita - líder da Opep - e outros países do Golfo continuam firmes na ideia de bombear o mercado para se impor em relação a concorrentes, em especial os Estados Unidos.

No fechamento desta quarta (20), o Brent para entrega em março teve queda de 3,05%, cotado a US$ 27,88 no International Exchange Futures (ICE). Já o futuro do light sweet crude (WTI), do Texas, caiu 6,71%, para US$ 26,55, menor valor desde maio de 2003.