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Saiba quanto destinar de seus investimentos em renda variável

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Não apostar todas as economias em apenas um tipo de investimento e transitar entre renda fixa e variável fazem parte das lições básicas de quem quer multiplicar rendimentos. No entanto, a proporção que será aplicada em cada tipo de opção deve ser calculada de acordo com o momento de vida de cada investidor. 

De maneira geral, investidores jovens devem ser mais agressivos e apostar mais na renda variável. Segundo consultores, esse é o melhor período da vida para realizar grandes lucros ou recuperar-se de possíveis grandes perdas, pois, no último caso, há mais tempo para correr atrás do prejuízo do que uma pessoa com idade mais avançada ou com renda mais comprometida.

Segundo Gustavo Cerbasi, autor do livro Mais tempo, mais dinheiro (Editora Thomas Nelson Brasil), um cálculo simples pode ser usado para saber quanto é indicado investir em renda fixa e variável. Para isso, é necessário subtrair da idade atual do investidor o número 80. O resultado da conta é a porcentagem que deve ser aplicada em renda variável. Por exemplo: um investidor com 35 anos deve aplicar 45% em renda variável e o restante em renda fixa.

O educador financeiro Mauro Calil apenas lembra que, embora jovem, o investidor precisa ter ciência de seu momento de vida - na da impede que um rapaz de 20 anos já tenha filhos e família para sustentar. Para não simplificar demais a receita de quanto investir em renda variável, outra questão que deve ser levada em conta além da idade é o objetivo da poupança. Segundo Calil, antes de fazer a escolha por um tipo de investimento, é preciso responder a três perguntas: qual o valor total que será investido; qual o prazo do investimento; qual o objetivo de fazer a aplicação.

"Investir R$ 10 mil em dois anos para trocar de carro é completamente diferente de fazer essa mesma aplicação para um casamento", diz Calil. Quem tem objetivos concretos, que não admitem perdas, não deve tentar a renda variável.

Os papéis menos arriscados são aqueles que pertencem a empresas sólidas, como aquelas mais negociadas nas bolsas, conhecidas como "blue chips". Fundos de investimento imobiliário também são considerados uma parte mais segura da área de renda variável.

Até mesmo quem busca títulos do Tesouro Direto, que têm risco baixo, deve ponderar e mesclar papéis atrelados à inflação e à Selic com papéis de rentabilidade pré-estabelecida.