Bolsas despencam com indefinições globais e dólar opera em alta

Apesar de muito esperada pelo mercado, o anúncio da chamada “operação Twist”, pelo Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos), é insuficiente para disseminar otimismo no mercado. Muito pelo contrário, analistas digeriram com preocupação as informações da autoridade monetária de que o ritmo de recuperação da economia norte-americana ainda é bastante fraco e suscetível a riscos.

No mesmo sentido, a divulgação de indicadores abaixo do esperado na Europa, que apontam para o arrefecimento da indústria do continente, além da continuidade do impasse com relação à liberação da ajuda financeira para a Grécia faz as bolsas despencarem mundo afora.

Assim, na Europa, os índices acionários caem em torno de 4,0%, enquanto que no Brasil e nos Estados Unidos as baixas ficam por volta dos 3,0%.

Na Europa, hoje foi revelado que o Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) Composto da atividade total nos 17 países que compõem a zona do euro registrou decréscimo para 49,2 pontos em setembro deste ano, contra 50,7 pontos no mês anterior. Esta é a menor pontuação desde julho de 2009. Analistas previam baixa para 49,8 pontos.

Na mesma base de comparação, o PMI do setor de Serviços da região desceu para 49,1 pontos, contra 51,5 pontos em agosto. E o PMI da indústria na zona do euro situou-se em 48,4 pontos em setembro de 2011, depois de marcar 49,0 pontos no mês anterior.

Na Alemanha não foi diferente, o PMI do setor de Serviços desceu para 50,3 pontos, contra 51,1 pontos em agosto. Enquanto que o PMI da indústria situou-se em 50,0 pontos em setembro de 2011, depois de marcar 50,9 pontos no mês agosto.

Já internamente foi revelado que a taxa de desemprego brasileira manteve-se em 6,0% em agosto deste ano. A taxa é a menor para o mês desde o início da série.

Por fim, na Ásia o pessimismo também prevaleceu, com os agentes digerindo incertezas na economia global. Por lá, as baixas nas principais bolsas superaram os 2,0%.

Em direção contrária, o dólar tem valorização de cerca de 1,50%, cotado a R$ 1,893 na venda. Um pouco mais cedo, por volta das 10h, a divisa chegou a subir 4,66%, a R$ 1,952 na venda.