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Grã-Bretanha defende plano de ajuste

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O vice-primeiro ministro britânico, Nick Clegg, reafirmou nesta quarta-feira que o governo cumprirá seu drástico plano de ajuste - tido como o mais rigoroso entre os grandes países europeus - mesmo ao custo de um forte aumento do déficit público.

Clegg admitiu no último dia da conferência do Partido Liberal Democrata em Birmingham (centro da Inglaterra) que a recuperação econômica do país era "frágil", mas disse que o drástico plano de ajuste destinado a eliminar o déficit para 2015 proporcionará as bases para o crescimento após uma longa e profunda recessão.

Antes de seu discurso, no entanto, novos dados oficiais revelaram que o déficit britânico aumentou em 13,8 bilhões de libras (US$ 21,5 milhões, € 15,8 milhões) só em agosto, 2,2 bilhões mais que um ano antes, quando os cortes ainda não haviam sido aprovados.

Este aumento suscitou dúvidas sobre a capacidade da coalizão governamental dirigida por David Cameron de reduzir o déficit a 122 bilhões de libras (7,9% do PIB) para o próximo 31 de março.

Em outro duro golpe para o governo, o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou na terça-feira para baixo suas previsões de crescimento para o Reino Unido, a 1,1% em 2011 e 1,6% em 2012, comparado com 1,7% e 2,3% inicialmente, o que deu mais um argumento para a oposição, que acusa o governo de ter "matado o crescimento" ao impor um plano demasiadamente rigoroso ao país.

Clegg defendeu o plano de ajuste, mas reconheceu que teria que fazer mais para promover o crescimento.

"Agora, provavelmente, nossa maior preocupação é a economia", disse. "Há um longo caminho adiante", concluiu.

O governo estima que 110.000 postos de trabalho foram excluídos da economia no verão no Reino Unido.