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Ex-diretor nega ter sacado R$ 500 mil do banco PanAmericano

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O ex-diretor financeiro do Banco PanAmericano, Wilson de Aro, nega ter sacado quase R$ 500 mil em dinheiro de empresas do Grupo Silvio Santos, informou o jornal Folha de S. Paulo nesta sexta-feira. O executivo teria feito dois saques no valor de R$ 337,3 mil e R$ 122,7 mil em junho deste ano, mais de seis meses após se desligar da empresa. 

De acordo com a publicação, os executivos responsáveis pelo escândalo no banco PanAmericano estão sendo investigados pela Polícia Federal (PF). Em depoimento no último dia 5, ao ser informado sobre os saques, Silvio Santos teria chamado o executivo de "gângster". 

 Entenda

O PanAmericano anunciou em novembro que o Grupo Silvio Santos, seu controlador, iria aportar R$ 2,5 bilhões na instituição para restabelecer o equilíbrio patrimonial e a liquidez, após "inconsistências contábeis" apontadas pelo Banco Central (BC). Um processo administrativo de investigação apura a origem e os responsáveis pelo problema de falta de fundos. 

A injeção de recursos no banco foi feita por meio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que é uma entidade sem fins lucrativos que protege os correntistas, poupadores e investidores. São as instituições financeiras que contribuem com uma porcentagem dos depósitos para a manutenção do FGC - sem recursos públicos. 

A holding do Grupo Silvio Santos colocou à disposição empresas como o SBT e a rede de lojas do Baú da Felicidade, entre outras, como garantia pelo empréstimo, que tem prazo de dez anos. Especializado em leasing e financiamento de carros, o PanAmericano teve 49% do capital votante vendido para a Caixa Econômica Federal em dezembro de 2009, por R$ 739,2 milhões. 

Com autorização do BC, as atividades das lojas e o atendimento ao público continuam sem problemas, segundo a instituição. Em 31 de janeiro, o BTG Pactual anunciou a compra do controle do PanAmericano por R$ 450 milhões. O BTG acertou a aquisição da totalidade da participação do Grupo Silvio Santos no PanAmericano, assumindo 51% das ações ordinárias do banco e quase 22% das preferenciais, representativas de 37,6% do capital total. Após a reunião que selou o negócio, o apresentador e empresário Silvio Santos se mostrou aliviado. "Agora, estou livre. A televisão que alguém queria comprar não está mais à venda", afirmou o empresário.