Tombini: diferencial do Brasil é ter situação fiscal “bem  arrumada” 

O Brasil precisa confirmar seu diferencial, que é uma situação fiscal “bem arrumada”, disse o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, na abertura do Seminário Internacional sobre Justiça Fiscal, promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

Tombini destacou que o cenário internacional é “desafiador”, mas que o Brasil está bem posicionado. “Não podemos agora fraquejar", disse. “Daqui a dois anos, não só vamos ter um período razoável para economia, mas sairemos fortalecidos com as políticas adequadas”, acrescentou.

Na avaliação do presidente do BC, a situação internacional atual ainda é uma “herança” da crise financeira internacional de 2008, uma vez que houve necessidade de as economias avançadas aportarem recursos para o sistema financeiro.

Com isso, destacou Tombini, houve elevação da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas, em países como Grécia, Irlanda e Espanha.

No  Brasil, Tombini enfatizou que a relação entre dívida e PIB é “cadente”, o que gera condições de financiamento de longo prazo para o setor privado e público, uma vez que a queda nesse indicador leva à redução dos riscos dos empréstimos.