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Quinta-feira é de recuperação no Ibovespa

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O dia foi de recuperação de ativos na BM&FBovespa. Apesar da cena externa ruim, os investidores aproveitaram a quinta-feira para ajustar posições. Com isso, no término das negociações o Ibovespa avançou 1,27%, aos 64.218 pontos. O giro financeiro da bolsa somou R$ 5,517 bilhões.

“Não teve nada de novo para essa alta mais expressiva, a minha impressão é que entrou recompra de posições vendidas”, analisou Adriano Moreno, estrategista da Futura Investimentos.

A mesma visão compartilhou Pedro Galdi, analista de investimento da SLW Corretora. “Hoje não teve nada de especial, foi simplesmente um ajuste técnico”, disse acrescentando que aos poucos os investidores estrangeiros estão retornando à bolsa.

Diante da queda expressiva do Ibovespa até maio deste ano, de 6,75%, por conta principalmente de pressões inflacionárias, Galdi acredita que os dados positivos de hoje de inflação não mexeram com os negócios. “Está claro para os mercados que a inflação vai cair forte nos próximos meses, afastando o risco de grandes medidas do governo. Portanto isso não chama atenção”, destacou.

Ainda internamente, o desempenho misto das blue chips Vale e Petrobras impediram ganhos maiores do Ibovespa. As preferenciais da mineradora cresceram 0,51% e da estatal petrolífera perderam 0,20%.

Dentre as maiores oscilações positivas do dia destaque para alguns papéis do setor de consumo, que vem se recuperando aos poucos. No final do dia, as preferenciais do Pão de Açúcar cresceram 6,40% e da Hypermarcas (ON) subiram 5,03%.

Neste ranking apareceram as ações ordinárias da Cosan, com acréscimo de 4,84%. A Cosan e a Cosan Limited informaram terem concluído ontem (01) a reorganização societária com a Shell. Por meio do processo, foram criadas a Raízen Energia Participações e Raízen Combustíveis.

Além disso, hoje a equipe de análise da Um Investimentos destacou que a informação que Standard & Poor´s está revisando a perspectiva geral do rating brasileiro é positivo para a bolsa.

Na cena externa, o dia foi de cautela em função das expectativas dos investidores com o payroll, previsto para amanhã (03), e também em função da notícia de rebaixamento da nota da dívida grega pela Moody’s.