As projeções de juros embutidas nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) apontam estabilidade no curto e médio prazo, recuando apenas nos vencimentos mais longos com os investidores monitorando dados externos. O dia está sendo de volume reduzido de negócios.
Na BM&FBovepa o contrato de DI com vencimento em agosto deste ano apontava taxa anual de 12,12%, mesma da véspera. O DI de janeiro de 2012 projetava juro de 12,33%, sem alteração ante o último ajuste. O DI de janeiro de 2013 sinalizava juro de 12,49%, contra 12,47% do fechamento de ontem.
Os agentes financeiros continuam analisando dados sobre a inflação no Brasil e, hoje foi a vez do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que registrou variação de 0,31% em maio deste ano, ante taxa 0,70% em abril. O dado, que mede a inflação na cidade de São Paulo, ficou abaixo do piso das estimativas.
Ainda na pauta dos negócios, a atividade do comércio exibiu crescimento mais moderado em maio de 2011. De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas em todo o país cresceu 1,2% no mês passado, comparativamente ao mês imediatamente anterior (abr/11), já descontadas as influências sazonais.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, apesar da moderação da expansão do varejo verificada em maio (alta de 1,2%), este ritmo é bastante robusto, revelando que as medidas de fiscais e monetárias de combate à inflação até agora adotadas pelo governo, têm produzido efeitos ainda muito limitados no que se refere à contenção do consumo privado. Neste sentido, é de se esperar novas medidas adicionais nesta direção (por exemplo, continuidade da elevação dos juros), devendo produzir impactos mais significativos sobre a atividade do comércio e da economia como um todo ao longo do segundo semestre do ano.
Os agentes receberam ainda a informação de as vendas domésticas de papelão ondulado somaram 204.920 toneladas em abril deste ano, queda de 5,91% ante março, no entanto, em relação ao mesmo período de 2010 houve queda de 1,53%, de acordo com os dados fechados veiculados nesta quinta-feira pela Associação Brasileira do Papel Ondulado (ABPO).
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que os preços das commodities e a variação cambial contribuíram para que o Índice de Preços ao Produtor (IPP) desacelerasse de 0,39% em março para 0,34% em abril.
No mercado internacional, as commodities operam sem direção comum. Instantes atrás, o índice CRB avançava 0,57%, a 346,49 pontos. E o barril de WTI se desvalorizava 1,07%, a US$99,220.