As projeções para as taxas de juros embutidas nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) operam sem tendência uniforme na BM&FBovespa. Há pouco, o contrato de DI de janeiro de 2012 sinalizava taxa de 12,28% mesma do ajuste de ontem. O volume de negócios ainda era estreito, com apenas 5 mil contratos fechados. O giro financeiro de referência era de R$ 464,7 milhões.
O DI com vencimento em janeiro de 2013 apontava taxa anual de 12,49%, contra 12,48% do último ajuste. O DI de janeiro de 2017 projetava juro de 12,31%, ante 12,33% da véspera.
Na agenda doméstica desta manhã, destaque para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que recuou para 0,56% na segunda quadrissemana de maio, ante taxa de 0,61% no mesmo período de abril. O dado veio abaixo das estimativas do mercado.
O resultado menos pressionado é reflexo do certo alívio vindo dos itens alimentação (0,20%) e transportes (0,87%), esses últimos influenciados pela descompressão de combustíveis. Além disso, o grupo saúde também reportou desaceleração entre as duas semanas de maio, para 1,36%. No sentido contrário, o grupo vestuário (1,13%) segue movimento sazonal de alta.
Para a equipe econômica do Bradesco, as próximas semanas ainda mostrarão novos alívios nos preços de combustíveis, o que deverá manter o índice geral em patamares mais confortáveis.
Os agentes aguardam as informações do Ministério do Trabalho e Emprego sobre os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em relação a abril.
Vale ressaltar que as atenções continuam voltadas para informações da Europa, com o último dia de reunião dos ministros das Finanças e o indicador Zew de expectativas na Alemanha. Nos Estados Unidos, destaque para a produção industrial e o balanço das varejistas Wal Mart e Home Depot antes da abertura.