Manaus - O empresário britânico Richard Branson disse nesta sexta-feira, em evento num hotel de Manaus, que a sua companhia aérea Virgin Airlines pode voar em breve para o Brasil. Branson revelou que não pensa em abrir uma empresa aqui, mas que espera só a entrega de um Boeing 787 – que, fez questão de destacar, tem melhor custo-benefício ecológico – para começar a operar voos para o Brasil.
Branson, 60 anos, é conhecido no mundo todo por ter fundado a gravadora Virgin Records, seu carro-chefe para a aquisição de outras companhias e a consolidação hoje do grupo com mais de 300 empresas, entre elas três companhias aéreas e uma que promete viagens espaciais para os próximos anos. Desde o fim da década de 80, o britânico começou a investir pesado no conceito de crescimento sustentável de suas empresas e tornou-se não só um fenômeno em todo o planeta sobre o tema, como também concretizou isso em seus investimentos.
- Dentro de cinco anos nossos aviões vão voar com combustíveis mais limpos – disse Branson em coletiva durante o II Fórum Internacional de Sustentabilidade, promovido pela brasileira Seminars, em Manaus.
O inimigo
Despojado no vestuário, Richard Branson dispensou em Manaus o blazer que costuma usar, e foi sucinto em suas declarações, mas direto ao ponto. Citou o ex-premiê Wiston Churchill – ele sempre dizia que o mundo um dia venceria uma guerra. Para Branson, o inimigo hoje existe e é universal.
- O grande inimigo hoje é o carbono.
O empresário britânico leva a sério o trabalho de combate à emissão de carbono em todas as suas empresas, independentemente do ramo. Comanda um grupo de estudos que busca sempre a redução da emissão de CO2 em variadas áreas de atuação, com destaque para o setor de aviação. Para ele, o mundo seria muito melhor “se todas as empresas do mundo destinassem parte de seu lucro para projetos de sustentabilidade”.
Carro elétrico
A exemplo do ator e político austríaco-americano Arnold Schwarzenegger e do cineasta canadense James Cameron, que passaram pelo Fórum de Manaus nesta quinta, Branson elogiou a capacidade de o Brasil liderar investimentos e mercado para o etanol, uma energia limpa. Estendeu o assunto para a fabricação de carros elétricos.
- Eu penso que em vários países há tecnologia em desenvolvimento para o carro elétrico. No Brasil 70% da frota é movida a etanol, e o Brasil pode chegar a 100%. Para outros países, o carro elétrico pode ser a alternativa.