Petróleo sobe em Londres e NY, mas mercado segue volátil

Os preços do petróleo fecharam em leve alta nesta sexta-feira em Londres e Nova York, em um pregão volátil de um mercado que tenta avaliar o estado da oferta diante da continuação das revoltas na Líbia, importante produtor.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação de "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em abril fechou em 97,88 dólares, aumento de 60 centavos em relação à quinta-feira.

No IntercontinentalExchange de Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em abril ganhou 78 centavos, a 112,14 dólares.

"Nesse mercado, as pessoas querem permanecer neutras ou comprar", observou Rich Ilczyszyn, da Lind-Waldock, depois que os preços, hesitantes ao longo de todo o dia, recuperaram-se na última hora do pregão nova-iorquino.

"Começa o fim de semana, não se sabe o que vai acontecer. O fim de semana passado foi o exemplo perfeito: na noite de domingo para segunda-feira, os preços ganharam 7 dólares", lembrou o analista.

A situação continuava delicada na Líbia, e a tensão na região já fez os preços subirem cerca de 20% entre o fechamento de sexta-feira passada e o pico da semana (103,41 dólares registrados na quinta-feira).

O líder líbio Muamar Kadhafi pediu nesta sexta-feira que seus seguidores tomassem as armas contra os manifestantes, enquanto os países ocidentais adotam as primeiras medidas para colocar fim ao banho de sangue.

Mas os temores sobre uma eventual escassez devido aos problemas de produção na Líbia, membro da Organização de Países Expoertadores de Petróleo (Opep), apaziguaram-se no final da sessão de quinta-feira em Nova York.

Apesar de o mercado olhar a Líbia com preocupação, a Agência Internacional de Energia (AIE) estima que faltam apenas de 500.000 e 750.000 barris diários de petróleo, ou seja, menos de 1% do consumo mundial diário, devido à insurreição nesse país.

A Arábia Saudita, principal produtor da Opep, mostrou-se disposta a suprir essas carências, e mantém "discussões ativas" com refinadores europeus, segundo vários veículos da imprensa.

Como consequência, o barril de WTI tinha caído 82 centavos.