China dissemina bom humor e Ibovespa valoriza 1,15%

Os investidores operaram aliviados no pregão desta segunda-feira na BM&FBovespa. A ausência de notícia negativa proveniente, principalmente da economia chinesa, fez o apetite ao risco dominar os negócios. Dessa forma, o Ibovespa encerrou em alta de 1,15%, aos 69.126 pontos. O giro financeiro da bolsa acabou em R$ 5,600 bilhões.

“A parada de informações ruins – como da Irlanda na semana passada e uma possível medida chinesa para conter o aquecimento econômico – e a não divulgação de aumento de juros no gigante asiático fizeram as bolsas de valores se recuperarem”, analisou Pedro Galdi, analista da SLW Corretora.

Apesar da China não ter alterado sua política monetária, indicadores mostram que a decisão ficará para o ano que vem. O Índice de Preços ao Produtor (PPI, sigla em inglês) cresceu 6,1% no mês de novembro de 2010, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 5,1% no mesmo período.

Nos Estados Unidos, segundo Galdi, a visão positiva do pacote anunciado recentemente pelo presidente do país Barack Obama, de estender a redução de impostos para a população inteira, ajudou no desempenho do dia. Segundo ele, a expectativa é de que a operação vai ajudar na recuperação econômica.

Internamente, as blue chips Vale e Petrobras foram determinantes para o pregão ascendente. As preferenciais da mineradora aumentaram 1,84% e da petrolífera cresceram 0,81%. A Petrobras notificou que aprovou na sexta-feira (10) a quarta parcela de distribuição antecipada de remuneração aos acionistas, na forma de juros sobre o capital próprio.

Dentre as maiores oscilações positivas do índice acionário ficaram alguns papéis do segmento de construção civil, como os ordinários da MRV Engenharia, que subiram 5,04%. “As ações do setor tiveram quedas muito fortes na semana passada, com medo de eventuais medidas do governo para segurar o crescimento econômico, e agora elas se recuperam”, disse o analista da SLW.

Do lado das empresas, a Amil Participações (AMIL3) informou que o Hospital de Clínicas de Niterói, empresa de propriedade do controlador indireto, assinou, neste final de semana, memorando de entendimento para adquirir o Hospital Samaritano, no valor de R$ 180 milhões.