ASSINE
search button

EUA: governo reconhece que nível de desemprego está 'inaceitavelmente alto'

Compartilhar

WASHINGTON - A Casa Branca lamentou nesta sexta-feira as cifras do emprego em novembro nos Estados Unidos, afirmando que a taxa de desemprego está "inaceitavelmente alta". Apesar das más notícias, o assessor econômico da Casa Branca, Austan Goolsbee, indicou que a recuperação do emprego continua.

"Apesar da trajetória geral da economia ter melhorado dramaticamente ao longo do último ano, certamente ainda haverá obstáculos pelo caminho, como este. É importante não dar importância em excesso a um relatório mensal. O relatório do emprego de hoje mostra que a folha de pagamento do setor privado acrescentou 50.000 empregos em novembro, menos do que as expectativas, mas dando continuidade a 11 meses consecutivos de crescimento do emprego no setor privado", destacou o assessor.

O ritmo da criação de empregos se desacelerou fortemente em novembro nos Estados Unidos: a taxa de desemprego aproximou-se ainda mais dos 10%, segundo o relatório oficial do emprego publicado nesta sexta-feira em Washington.

A economia americana gerou apenas 39.000 postos de trabalho em novembro, quatro vezes menos que no mês anterior - e muito menos que o esperado. O desemprego, por sua vez, chegou a 9,8%, maior nível desde abril, segundo dados do departamento do Trabalho.

Os números de novembro são particularmente decepcionantes em relação às previsões dos analistas, que esperavam a criação de 130.000 empregos em média. A taxa de desemprego, que havia se estabilizado em 9,6% durante três meses, subiu a 9,8% em novembro - quando os analistas esperavam que continuasse no mesmo patamar.

Por outro lado, o departamento do Trabalho revisou para cima as contratações de outubro, a 172.000 (+14%). O setor de serviços, que domina a economia do país, criou apenas 54.000 empregos em novembro. Mesmo sem levar em consideração os 14.000 postos suprimidos pelos Estados e municípios - que enfrentam enormes dificuldades financeiras (cifra bastante inferior à registrada no mês anterior).

Em plena temporada de compras de fim de ano, o comércio varejista suprimiu mais de 28.000 empregos, depois de ter criado 13.000 no mês anterior. A indústria, por sua vez, eliminou 15.000 postos, principalmente no setor manufatureiro, um dos motores da recuperação econômica.