No primeiro semestre, a indústria representada pela Abmaco faturou R$ 1,23 bilhões. Frente a igual período de 2009, o crescimento foi de quase 20%. Já em relação ao segundo semestre do ano passado, a evolução não passou de 1%. "Isso mostra que conseguimos manter o bom patamar em que fechamos o segundo semestre de 2009, mas temos ainda muito a melhorar e crescer", analisa Gilmar Lima, presidente da Abmaco.
Os dados trimestrais não contemplam a divisão de consumo por segmento - é consolidada somente no final de cada ano -, mas Lima acredita que construção civil, transportes e energia eólica permaneçam liderando a demanda. "Há projetos importantes acontecendo nessas três áreas, e os materiais compósitos são vistos como primeira opção em muitos deles", afirma.
Em 2009, a construção civil respondeu por 41% do total de compósitos transformados no país. Energia eólica ficou em segundo lugar, com 36%, enquanto as montadoras - sobretudo as que fabricam ônibus, caminhões e veículos agrícolas -, tiveram participação de 11%. Sob o ponto de vista do faturamento, contudo, o setor de transportes ficou em primeiro lugar, com 31%, sucedido por energia (27%) e construção civil (16%). Isso se deve ao maior valor agregado das peças usadas em veículos - pára-choques, tetos e capôs, por exemplo - bem como das pás eólicas, em contraste às caixas d água, telhas e banheiras, principais representantes dos compósitos nas lojas de material de construção.
(Redação - Agência IN)