Perdas dos supermercados atingem 2,33% do faturamento

S O PAULO, 24 de agosto de 2010 - As perdas nos supermercados brasileiros alcançaram 2,33% do faturamento em 2009 (que foi de R$ 177 bilhões), resultado que mostra pequena redução, de 0,03 ponto percentual, em relação ao índice apurado em 2008, que foi de 2,36%. Em 2007, o índice médio de perdas foi de 2,15%; em 2006, de 1,97%; em 2005, de 2,05%; em 2004, de 1,78%; e em 2003, de 2,00%, de acordo com as informações divulgadas nesta terça-feira pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) em parceria com a Nielsen e GPP/Provar-FIA.

"Temos que continuar trabalhando para diminuir as perdas do nosso setor, que são, inclusive, maiores do que as nossas margens de lucro, que ficaram em 2,30% em 2009. As perdas prejudicam todos os agentes da cadeia econômica, desde os produtores até os varejistas e, principalmente, a própria sociedade", alerta o presidente da Abras, Sussumu Honda.

De acordo com a pesquisa, a principal causa de perdas para os supermercados continuam sendo as quebras operacionais. Esse item foi responsável por 51,50% do prejuízo registrado nos supermercados - aumento em relação a 2008, quando esse índice foi de 46,40%. Já os furtos (tanto externos quanto internos) apresentaram recuo em relação ao ano anterior. Em 2009, representaram 28,30% das perdas, em comparação ao índice de 35,50% em 2008. Separadamente, do total de perdas em 2009, os furtos internos representaram 14% e os externos, 14,30%.

A cesta de perecíveis representou 31% das perdas totais. De acordo com os números da Abras, o índice de perdas em perecíveis alcançou, em 2009, 4,07% do total de vendas da cesta. Em 2008, esse número foi ligeiramente maior: 4,44%. A pesquisa também mostra que 71% das empresas possuem área de prevenção de perdas. Outro dado indica que os supermercadistas estão investindo para reduzir o problema.

De acordo com os dados da Abras, houve investimento em prevenção em 69,6% das empresas supermercadistas. Do total de investimentos, 50% foram destinados para salários próprios, 25,30% para equipes terceirizadas, 13,40% para aquisição de equipamentos e 11,10% para a contratação de serviços terceirizados.

Em termos de equipamentos, 87,20% das empresas possuem circuito fechado de TV; 85,70% contam com rádios comunicadores; 81,40% têm alarme de acesso; 73,50% usam coletor de dados para inventário; e 72,20% possuem cofre boca-de-lobo. Os cinco produtos mais furtados foram: bebidas destiladas e fermentadas (12%), chocolates (11%), aparelhos e lâminas de barbear (10%), carnes (7%) e desodorantes (6%).

(Redação - Agência IN)