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Inadimplência do crédito referencial fica estável em julho, a 5%

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S O PAULO, 24 de agosto de 2010 - A inadimplência do crédito referencial, considerados os atrasos superiores a noventa dias, apresentou estabilidade em julho, situando-se em 5%, mantendo, entretanto, a trajetória decrescente em relação ao ano anterior, com queda de 0,8 ponto percentual (p.p.), no período de doze meses. Os percentuais de atrasos dos segmentos de pessoas físicas e de pessoas jurídicas permaneceram em 6,5% e 3,6%, respectivamente.

A taxa de juros média das modalidades que compõem o crédito referencial situou-se em 35,4% a.a., com acréscimo de 0,8 p.p. no mês e redução de 0,6 p.p. em relação ao mesmo período do ano anterior. Nesse contexto, o spread bancário alcançou 24,3 p.p., assinalando-se incremento de 0,8 p.p. no mês e retração de 2,5 p.p. em doze meses. Nas operações contratadas pelas famílias, a taxa média de juros alcançou 40,5% a.a., com aumento mensal de 0,1 p.p. e retração de 4,4 p.p. em doze meses. A taxa de juros para pessoas jurídicas registrou elevação de 1,4 p.p. no mês e de 2 p.p. em doze meses, atingindo 28,7%.

De acordo com o comunicado, entre as modalidades do crédito referencial para taxas de juros, os financiamentos para aquisição de veículos permanecem apresentando crescimento acelerado, com evolução de 3,6% no mês e de 36,7% em doze meses, alcançando saldo de R$ 115,2 bilhões. O crédito pessoal alcançou expansão de 1,9% no mês e de 24,3% em doze meses, condicionadas pelo desempenho do crédito consignado, equivalente a 60,1% do saldo total da modalidade, que cresceu 2% e 31,8%, nas mesmas bases de comparação.

As operações com cartão de crédito, que compreendem a utilização de crédito rotativo, parcelamentos com juros e saques em espécie, elevaram-se 1,3% no mês e 15% em doze meses, somando R$ 28,9 bilhões, ao passo que o saldo da modalidade cheque especial, R$ 17,4 bilhões, assinalou retração mensal de 3,2% e alta de 1,1% relativamente a julho de 2009.

No que diz respeito às operações destinadas a pessoas jurídicas, a carteira de empréstimos para capital de giro totalizou R$238,3 bilhões, ao apresentar elevações de 1,1% no mês e de 27,4% em doze meses. O saldo da modalidade conta garantida registrou declínio mensal de 0,4% e expansão anual de 12,2%. Por sua vez, os empréstimos lastreados em recursos externos recuaram 1,4%, associado aos efeitos contábeis da apreciação cambial no período e a liquidações de operações de repasses externos.

(Redação - Agência IN)