Para Silvio Campos Neto, economista do Banco Schahin, os mercados amanheceram pesados em consequência de dados econômicos negativos divulgados na semana, além da expectativa de indicadores norte-americanos. "Os números poderão continuar mostrando a piora da situação na economia dos Estados Unidos", acrescentou.
Dentre os indicadores que serão conhecidos hoje no país está a venda de imóveis referente a julho deste ano. Ainda por lá, os agentes aguardam o índice da atividade manufatureira de Richmond de agosto e a confiança do consumidor semanal.
No velho continente, o mau humor dos investidores domina os negócios. O mercado acompanhou alguns números sobre os países da região. Os pedidos à indústria na zona do euro subiram 2,5% em junho de 2010, em relação ao mês de maio e o Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha cresceu 1,7% no segundo trimestre de 2010, ante igual época do ano anterior.
Diante do ambiente externo cauteloso, os principais índices acionários da Europa operaram em queda. Momentos atrás, o índice FTSE-100, de Londres, perdia 1,11% aos 5.167 pontos. O CAC-40, de Paris, desvalorizava 1,72%, aos 3.492 pontos e o DAX, de Frankfurt, descia 1,17% aos 5.940 pontos.
E na Ásia, os principais índices acionários encerraram em direções opostas no pregão de hoje. O movimento refletiu os temores em relação ao ritmo de recuperação da economia norte-americana. Além disso, a cautela dos investidores aumentou devido à falta de medidas por parte do governo do Japão para conter a alta do iene em relação ao dólar, o que continua prejudicando o movimento das exportações nos mercados da região.
Na bolsa de Tóquio, o índice Nikkei 225 caiu 1,33%, para 8.995,14 pontos, enquanto que em Seul, o índice Kospi desceu 0,41%, para 1.760,53 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 1,10%, para 20.658,71 pontos. Já em Xangai, o mercado não seguiu a tendência da região e fechou o dia com ganhos, com o índice Xangai Composto avançando 0,41%, para 2.650,31 pontos.
Internamente, o mercado monitorou o Índice de Confiança do Consumidor (ICC). O indicador subiu 0,7% entre julho e agosto de 2010, ao passar de 120,0 para 120,8 pontos, considerando-se dados com ajuste sazonal. Já o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 22 de agosto avançou em 3 das 7 capitais pesquisadas, de acordo com informações da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Os agentes aguardam ainda a Sondagem Industrial, da CNI.
(Déborah Costa - Agência IN)