Crescimento brasileiro será importante para futuro da BM&F

S O PAULO, 23 de agosto de 2010 - A sinalização de forte crescimento da economia do Brasil e as medidas de parceria com bolsas de valores no exterior são vetores importantes para o desempenho da BM&F (BVMF3) nos próximos trimestres, afirmou pedro Galdi, economista chefe da SLW Corretora.

"Neste evento, a instituição reforçou o andamento do projeto de desenvolvimento da nova plataforma de negociação BVMF - CME, da ampliação da capacidade de processamento das clearings e o projeto de reestruturação dos data centers (CPDs). Em todos estes segmentos ficou claro que os investimentos seguem acelerados a tal ponto que ao final deste ano a capacidade de processamento nos mercados de renda variável irá aumentar de 1,5 milhão para 3 milhões de negócios por dia e a capacidade de processamento nos mercados de derivativos irá se elevar de 200 mil para 400 mil negócios por dia", avalia Galdi.

De acordo com o economista, em relação ao movimento de parcerias, a BVMF pretende ampliar as negociações com outras bolsas de valores, já em negociação com a bolsa do México e do Chile. "A meta é ter parcerias também com as bolsas de valores da Ásia, o que geraria negócios 24 horas por dia para os investidores, sejam os locais como os posicionados nos países que vierem a participar deste processo de consolidação da indústria", afirma.

Em relação ao resultado do segundo trimestre de 2010, a BM&F apresentou forte resultado no período, mas inferior aos trimestres comparáveis, que em parte se explica pelo movimento de fraqueza e menor demanda por ações da Petrobras.

A meta da BM&F é ter mais 200 companhias listadas até 2015 e expandir de forma significativa a base de investimentos em pessoa física. Em janeiro de 2007, o número de participantes pessoas físicas era 224 mil e em julho de 2010 passou para 598 mil. A visão, segundo ele, é que com o cenário de estabilidade econômica do país, cada vez se ampliará o conceito de poupança por parte da população e com isto é esperado um substancial crescimento no número de participantes no mercado acionário brasileiro.

(SV - Agência IN)