As dúvidas em relação à recuperação econômica global ainda persistem e o foco dos players é a agenda econômica dos Estados Unidos, que tem como destaque as vendas de imóveis em julho e o índice de atividade do Federal Reserve de Richmond em agosto, ambos às 11h00 (horário de Brasília). Também será acompanhada com atenção a participação do presidente do Federal Reserve de Chicago, Charles L. Evans, em uma conferência em Indianápolis.
Em relatório Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK comenta que por aqui, além da influência dos mercados internacionais, os investidores devem repercutir positivamente, especialmente na bolsa, duas notícias de ontem à noite. A Vale negou que esteja em negociações ou que tenha feito proposta para comprar a indústria de fertilizantes canadense Potash. E, a mídia divulgou, que o prospecto da oferta de ações da Petrobras deve ser colocado no mercado no dia 16 ou 17, para a conclusão da capitalização até o fim de setembro.
Miriam avalia que se os números e eventos econômicos externos do dia fizerem com que os investidores globais melhorem os ânimos e as duas notícias relativas às blue chips brasileiras forem confirmadas, o dólar pode voltar a oscilar no intervalo de R$ 1,75 a R$ 1,76. Já se o viés negativo dos mercados internacionais continuarem predominando ao longo do dia o dólar deve oscilar de R$ 1,77 a R$ 1,78, ou até um pouco acima, sem a necessidade de intervenções mais fortes do Banco Central (BC) no câmbio.
(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)