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Ata deixa clara postura do BC em relação a Selic

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S O PAULO, 29 de julho de 2010 - A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) não apresentou muitas surpresas, no entanto, deixou mais clara a postura do Banco Central (BC) em relação à trajetória de juros no Brasil, sugerindo que houve uma adequação no ritmo da alta da taxa Selic, fixada em 10,75% ao ano, avalia André Perfeito, economista da Gradual Investimentos. O economista prevê novo aumento da Selic de 0,50 ponto percentual na próxima reunião.

O gestor de renda fixa da Meta Asset Management, Henrique de La Rocque, avalia a ata como positiva. Pare ele, o ciclo de aperto monetário continuará e o colegiado do BC deve promover outro aumento de 0,50 ponto na Selic na reunião do Copom de setembro. "Mas ainda é cedo afirmar se teremos outra expansão nos juros nas próximas reuniões", ressalta. "Novos dados de inflação serão muito importante para outras avaliações", completa.

A autoridade monetária avaliou nesta quinta-feira que os riscos para um cenário inflacionário se reduziram, o que justificou a decisão de abrandar o ritmo de aperto do juro básico na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). "O aumento de 0,5 ponto percentual, elevando a taxa Selic para 10,75% ao ano, se deu pela concretização de um cenário inflacionário benigno, o lento processo de recuperação em que se encontram as economias do G3 e influência do cenário internacional", segundo informou a ata divulgada pelo (BC) nesta manhã.

Ainda na pauta do dia, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou variação de 0,15% em julho deste ano, contra taxa de 0,85% em junho. O resultado veio acima da mediana do mercado (0,05%). O IPC seguiu mostrando deflação, com quatro grupos apresentando queda. Já o IPA registrou importante arrefecimento se comparado com o mês anterior, destaque para a desaceleração dos produtos industriais.

Para a equipe econômica do Bradesco, essa divulgação sugere IGPs mais pressionados no curto prazo, tanto pela incorporação do reajuste de minério de ferro, quanto por conta da elevação dos preços dos produtos agrícolas. Além disso, os preços para o consumidor deverão, ao menos, diminuir a deflação, também contribuindo para IGPs mais elevados do que o observado nessa medição.

Na BM&FBovespa, as projeções de juros embutidas nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) operam sem direção definida. Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 projetava juro de 10,82%, ante 10,83% do ajuste anterior.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)