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IPCA e início da temporada de balanços são destaques

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SÃO PAULO, 7 de julho de 2008 - Sem indicadores externos de peso programados para esta semana, o destaque fica por conta do início da temporada de resultados trimestrais internos. Também centra as atenções dos investidores a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referente a junho. Há pouco, o Ibovespa com vencimento em agosto registrava valorização de 0,83%, aos 60.250 pontos, na Bolsa de Mercadorias & Futuro (BM&F).

O setor de papel e celulose, que tradicionalmente inicia as temporadas de resultados domésticos, apresenta os números da Aracruz. A companhia reportou lucro líquido de R$ 262,1 milhões no segundo trimestre de 2008, o que representou recuo de 18% quando comparado com os 318,5 milhões registrados em igual período do ano anterior. Já no semestre, o lucro líquido somou R$ 430 milhões, recuo de 27% ante os R$ 596,4 milhões apresentados em 2007.

Para esta semana, os indicadores norte-americanos de maior destaque sairão na sexta-feira: balança comercial de maio, resultado orçamentário do Tesouro de junho, confiança do consumidor, medida pela Universidade de Michigan, e índice de preços de importados. Também serão divulgadas as vendas de imóveis pendentes, estoques no atacado e dados de crédito ao consumidor (terça-feira).

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Ben Bernanke, fará dois discursos ao longo da semana, com destaque para o testemunho a ser realizado no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, na quinta-feira. O primeiro discurso será realizado na terça-feira. Bernanke abordará o tema regulação e estabilidade financeira nos dois eventos. A semana contará ainda com a decisão de política monetária do Banco Central da Inglaterra (BoE), na quinta-feira. O mercado espera que o BoE mantenha a taxa básica de juros em 5% ao ano.

Na Ásia, após uma semana de quedas consecutivas, os principais índices acionários da região encerraram o dia em alta , impulsionados pelo otimismo no setor bancário da China. O baixo custo das ações também incentivou as compras nos pregões.

(Vanessa Correia - InvestNews)