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RIO - O desenvolvimento das políticas energéticas deve contar com incentivos governamentais, na opinião do presidente da Clean Fuels Consulting, Jeffrey Seisler, que fez palestra, no 11º Congresso Mundial de GNV, no Rio, sobre Incentivos Globais para o Crescimento do Mercado de GNV.
- Existem mais de 50 fabricantes no mundo produzindo mais de 250 modelos movidos a GNV e os governos podem conceder deduções de impostos, incentivos financeiros e de longo prazo, importantes para a evolução tecnológica - avalia Seisler.
Nos Estados Unidos, segundo o palestrante, há dedução de impostos em US$ 2 mil na conversão para gás de veículos leves e de US$ 50 mil para veículos pesados, de acordo com o Ato de 1992 da Política Energética.
- A dedução deve ser feita para parte do valor do veículo; e não para o valor total. Outra questão importante é a redução gradativa do incentivo, para que o cidadão não sinta bruscamente a diferença - acrescentou.
Seisler citou a cidade de Viena, na Áustria, que ofereceu 600 euros para os primeiros 1 mil clientes que comprassem um carro a GNV e 500 euros para quem vendesse um automóvel a gasolina.
Em Berlim, a introdução de 1 mil táxis a gás também foi feita por meio de incentivo: os primeiros 400 compradores receberiam 3.068 euros, os segundos 300 clientes ganhariam 2.567 e, assim, sucessivamente, com valores menores para os últimos a adquirir o veículo.
- No Egito, o programa de incentivo aumentou de 50 mil para 80 mil o número de automóveis movidos a GNV em dois anos. São instrumentos de política; é sempre bom incentivar as pessoas - ressaltou.
Com cerca de 300 congressistas inscritos, a programação do 11º Congresso Mundial de GNV inclui painéis sobre regulação, geração de biogás e incentivo ao uso de crédito de carbono, entre outros. O evento conta também com uma exposição aberta ao público.