Em relatório, Miriam Tavares, diretora da AGK corretora de câmbio destacou que a decisão já estava totalmente precificada nos preços e por isso, não deve ter maiores impactos na cotação a curto prazo. "O preço deve continuar acompanhando o desempenho externo da moeda e o das commodities", comentou.
Para o operador da Advanced Corretora de câmbio, Celso Siqueira, neste cenário de juros maiores, o dólar deve buscar o piso de R$ 1,60 nas próximas semanas. "E as projeções de Selic em 14% no final de 2008 reforça esta expectativa", frisa. Em relação à decisão do Copom, Siqueira avalia que o corte de 0,75 ponto seria mais eficaz no combate às pressões inflacionárias.
No mercado global de divisas, a sinalização comum nas três principais regiões do globo - Estados Unidos, Europa e Inglaterra - de preocupações com a inflação, mantém a expectativa de que essas moedas fiquem mais estáveis, sem espaço para flutuar entre si. Contudo, prevalece a fala do presidente do Fed beneficiando o dólar, que sobe no cenário internacional. Bernanke evidenciou uma provável estabilização da taxa de juros do país em 2% ao ano após sucessivos cortes. Na Europa, o Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra também mantiveram seus juros em 4% e 5%, respectivamente.
Lá fora, as principais bolsas subiam, em sessão marcada pelo bom desempenho dos setores de varejo e aéreo nos EUA. O Wal-Mart, maior rede varejista do mundo, reportou avanço de 3,9% em suas vendas em maio, enquanto que as vendas da Costco cresceram 9% no mesmo período. O relatório de pedidos de auxílio-desemprego também dá algum impulso aos mercados, já que mostrou queda inesperada na semana passada para o menor nível em seis semanas. O dado sinalizou alguma melhora nas condições de emprego antes da divulgação dos postos de trabalho em maio, amanhã.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)