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Investidor recebe com menor euforia rating da Fitch

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SÃO PAULO, 29 de maio de 2008 - Com menor euforia, o mercado recebeu a notícia de que a agência de classificação Fitch elevou o País a grau de investimento. Ainda assim, o dólar, que já caía pelo interesse dos "vendidos" em torno da formação da Ptax (média oficial do dólar) para a virada do mês, acelerou o ritmo e encerrou em queda de 1,09%, cotado a R$ 1,636 na compra e R$ 1,638 na venda.

A agência Fitch considerou as reservas internacionais brasileiras, a condição de credor internacional e a resistência a choques externos e promoveu o rating do País de BB+ para BBB-. O anúncio confirmou a promoção anunciada no final de abril pela agência Standard & Poor's, que foi a primeira a chancelar o país como bom pagador.

Em relação a Ptax, o economista-chefe da corretora NGO, Sidnei Nehme, explica que apesar dos bancos carregarem cerca de US$ 12 bilhões em posições "compradas" no mercado físico, a posição líquida global em taxa de dólar futuro, cupom cambial e swaps cambiais é de "vendidas" em torno de US$ 11 bilhões. "Os bancos devem continuar forçando até amanhã as cotações para baixo na defesa de seus interesses. Porém, passado este evento pontual, estes bancos tendem a forçar o preço do dólar para cima, visto que os US$ 12 bilhões que detêm foram adquiridos com taxas em torno de R$ 1,67/R$ 1,68", frisa Nehme.

De acordo com o economista, neste cenário de juros elevados, com expectativa de novas altas, esta posição comprada é bastante desconfortável e a tendência é de que venha a se elevar caso o BC passe a comprar nos leilões volumes abaixo dos superávits do fluxo cambial, visto que suas reservas já estão bastante elevadas e representam também elevado custo fiscal. Hoje, a autoridade monetária comprou dólares a uma taxa média de R$ 1,6485.

Também hoje, o Conselho Monetário Nacional aprovou a resolução que aprimora e simplifica as normas vigentes para operações de câmbio, substituindo a Resolução 3.265.

Em Wall Street, após um começo de pregão instável, as bolsas de valores se firmaram em território positivo, influenciado pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano, que foi revisado de 0,6% para 0,9% no primeiro trimestre.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)