FIDC é opção para cumprir Basiléia

SÃO PAULO, 20 de maio de 2008 - Para analistas, Fundo de Investimento em Direito Creditório (FIDC) é ótima opção para que os bancos consigam cumprir com o acordo de Basiléia II, , que determina os limites de exposição a risco dos bancos, principalmente para os bancos de pequeno e médio porte. ´O FIDC é uma alternativa para que os bancos tenham dinheiro em caixa para emprestar e ao mesmo tempo cumprir com as regulamentações a que estão vigentes´, observa Otávio Vieira, diretor de investimentos da Safdié Private Banking.

De acordo com as recomendações do Comitê de Supervisão Bancária de Basiléia contidas no documento "Convergência Internacional de Mensuração e Padrões de Capital: Uma Estrutura Revisada" (Basiléia II), que trata do estabelecimento de critérios mais adequados ao nível de riscos associados às operações conduzidas pelas instituições financeiras para fins de requerimento de capital regulamentar, o objetivo é observar tais diretrizes, adaptadas às condições, peculiaridades e estágio de desenvolvimento do mercado brasileiro.

Vale lembrar que a partir de julho deste ano os bancos brasileiros terão de reservar uma parte do capital próprio para cobrir eventuais perdas com o que o sistema financeiro chama de risco operacional, tal como prejuízos ligados a falhas de pessoas ou sistemas, ou também deficiência ou inadequação de processos internos ou eventos externos. Segundo determinação do Banco Central, a exigência de capital para cobrir os riscos operacionais deve ser aplicada de forma escalonada.

Esta mudança também segue as recomendações do Acordo de Basiléia II. Desta forma, ao ter que alocar capital para se proteger de riscos operacionais, sobrará menos espaço para as instituições financeiras aumentarem as operações de crédito. Por isto, uma das alternativas para conseguir ter mais dinheiro em caixa para oferta de crédito é o FIDC.

Durante o segundo semestre deste ano, os bancos locais terão de cumprir 20% da exigência. Este índice subirá para 50% no primeiro semestre do próximo ano e para 80% no segundo semestre de 2009. A partir de 2010, os bancos terão de cumprir 100% da exigência. As cooperativas de crédito e as instituições não bancárias terão um cronograma diferenciado, que se estenderá até o início de 2011, em função da menor complexidade das operações feitas por essas instituições.

(Angela Ferreira - InvestNews)

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