Caixa registra lucro líquido de R$ 873 milhões

SÃO PAULO, 19 de maio de 2008 - A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido de R$ 873 milhões no primeiro trimestre de 2008, o que representa crescimento de 12,2% em relação ao mesmo período de 2007. O desempenho foi influenciado pelo resultado da intermediação financeira, no valor de R$ 3 bilhões, e pelo resultado operacional de R$ 1,2 bilhão. Destacam-se também as receitas de operações de crédito e de prestação de serviços, R$ 2,4 bilhões e R$ 1,8 bilhão, respectivamente.

Parte do lucro de 2008, no valor de R$ 154 milhões, foi destinada à União a título de juros sobre capital próprio. Quando somados aos repasses das Loterias Federais, tributos e encargos recolhidos, o montante designado à sociedade foi de R$ 1,7 bilhão.

O retorno sobre o patrimônio líquido foi de 34,7%. De janeiro a março, os ativos atingiram R$ 254,4 bilhões, com crescimento de 15,9% em relação a 2007 (R$ 219,5 bilhões).

O resultado da carteira de títulos e valores mobiliários chegou a R$ 3,8 bilhões, permanecendo praticamente estável quando comparado ao primeiro trimestre de 2007.

O saldo dos depósitos cresceu 15,7%, atingindo R$ 143,8 bilhões ao final do primeiro trimestre. A poupança se destacou com captação líquida de R$ 2,3 bilhões ante R$ 2,2 bilhões no mesmo período do ano passado. O saldo da poupança foi de R$ 79,1 bilhões, garantindo participação de 32,5% no mercado nacional.

Os depósitos à vista somaram R$ 10,2 bilhões entre janeiro e março, um aumento de 23,1% frente igual período de 2008. O CDB/RDB obteve R$ 14 bilhões em março de 2008. Os fundos de investimento encerraram o trimestre com saldo de R$ 56,6 bilhões. Isso gerou um aumento de 21,7% quando comparado a 2007 (R$ 46,5 bilhões).

As carteiras de crédito tiveram crescimento de 24%, passando de R$ 42,9 bilhões em 2007 para R$ 53,4 bilhões (líquido de provisão em 2008) este ano. Esse crescimento foi acompanhado da melhoria na qualidade do crédito nas operações de pessoa física e jurídica, com 74,7% dos financiamentos classificados nas faixas AA e B, ante os 70,5% registrados em 2007.

(Redação - InvestNews)

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