Em 2006, o Brasil adotou a mesma medida em razão da incidência do ácaro em frutas chilenas. Para solucionar o impasse, o Chile assinou entendimento bilateral com o Brasil se comprometendo a não exportar frutas infestadas pelo ácaro, o que não ocorreu conforme demonstram as análises laboratoriais realizadas.
O Brevipalpus chilensis é uma praga que afeta a produtividade e a qualidade das frutas causando prejuízos aos produtores. Em videira é uma das pragas mais nocivas, causando a morte dos brotos pela desidratação dos tecidos vegetais. O controle é feito geralmente com agrotóxicos que podem também deixar resíduos em frutas além de causar danos ao meio ambiente e aumento de custos de produção.
A suspensão tem o intuito de proteger a fruticultura brasileira e cumprir as obrigações legais de proteção da agropecuária nacional. Estão suspensas as importações de frutas in natura como ameixa, amêndoa com casca, amora, cereja, chirimoya, damasco, figo, framboesa, groselha, kiwi, maçã, marmelo, nectatina, pêssego, plumcot e uva.
'A medida estará em vigor até que nova análise de risco seja realizada para propor medidas que garantam a segurança fitossanitária necessária para evitar o risco de introdução e estabelecimento da praga no País', diz uma nota do site do Mapa.
O Brasil é um dos três maiores produtores mundiais de frutas, com uma produção que supera os 34 milhões de toneladas. A base agrícola da cadeia produtiva das frutas abrange 2,2 milhões de hectares, gera 4 milhões de empregos diretos e um PIB agrícola de US$ 11 bilhões.
(Redação - InvestNews)