Internamente, a principal informação é a fusão entre BM&F e Bovespa anunciada na noite passada, que pode dar origem a uma das maiores holdings de bolsas do mundo, avaliada em cerca R$ 30 bilhões, superando em valor de mercado companhias como a Eletrobrás e a operadora de telefonia móvel Oi. O cenário pode elevar a valorização das ações das duas companhias que vinham se precificando por conta da expectativa de um acordo. Ontem, os papéis da Bovespa Holding (BOVH3) subiram 4,6%, enquanto a BM&F (BMEF3) avançou 5,9%.
Os investidores também aguardam novidades vindas da Petrobras, já que circulam no mercado fortes boatos de que a estatal teria descoberto um novo campo de petróleo, desta vez no Maranhão. No entanto, a assessoria de imprensa da Petrobras nega a informação.
Outro destaque no cenário corporativo é a Usiminas, uma vez que a imprensa japonesa noticiou que a siderúrgica brasileira e a Nippon Steel estariam interessadas em formar uma joint-venture em Cubatão (SP).
Aliado a isso, o mercado repercute indicadores de inflação nacional com a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) Especial (IPCA-E) e também dados da Nota de Mercado Aberto do Banco Central (BC).
No plano externo, o foco são os dados sobre pedidos e entregas de bens duráveis no Estados Unidos, o relatório semanal sobre os Estoques de Petróleo e indicadores sobre o mercado imobiliário norte-americano (New Home Sales e MBA Purchase Applications) que devem movimentar as bolsas no hemisfério norte.
Na Ásia, as principais praças acionárias fecharam sem tendência definida nesta quarta-feira, influenciadas positivamente pelos avanços nos preços das commodities, enquanto o dólar se desvalorizava e os investidores da região aguardavam pela divulgação de dados sobre a economia dos Estados Unidos.
Em contrapartida, as bolsas européias operam em baixa. Há pouco, o índice DAX-30 da Bolsa de Frankfurt caía 0,06%, a 6.521 pontos; enquanto o FTSE-100 da Bolsa de Londres recuava 0,31%, aos 5.672 pontos. Nesta manhã, o Banco Central Europeu (BCE) injetou ? 50 bilhões na zona do euro para aumentar a liquidez no sistema financeiro. A autoridade monetária também informou que vai continuar monitorando as pressões inflacionárias e prevê que a inflação ficará acima de 2% ao longo de 2008. Em comunicado, o BCE destaca que a atual taxa de juros (4% aa) está adequada para conseguir esta estabilidade.
(Vanessa Stecanella - InvestNews)