Para o economista da Tendências Consultoria, Gian Barbosa, outro destaque deve ser o item educação devido a saída da pressão por conta das despesas com matrícula e material escolar. Com isso, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), principal componente do IGP-M, deve recuar de 0,96% para cerca de 0,27%. "Além disso, o Índice de Preços por Atacado (IPA) - outro componente - também deve continuar recuando por conta dos itens agrícolas", estima.
O economista-chefe da Concórdia, Elson Teles, também aposta em um cenário de desaceleração em relação ao resultado anterior. "Apesar da previsão de leitura benigna da inflação no curto prazo, é forçoso reconhecer a permanência de fatores de risco para sua trajetória futura, principalmente levando-se em conta a situação de demanda doméstica aquecida e as altas recentes nos preços de commodities no mercado internacional".
(Vanessa Stecanella - InvestNews)