Os estudos apresentaram um amplo diagnóstico das reais possibilidades hidroenergéticas do Rio Xingu e suas conclusões ratificam a atratividade do aproveitamento hidrelétrico Belo Monte, independentemente de outros aproveitamentos a montante na bacia do rio.
A exclusão de dois eixos possíveis se deveu ao contexto institucional, socioeconômico e energético do setor elétrico brasileiro, ficando a divisão de queda para um único degrau, Belo Monte, aproveitando o desnível concentrado no trecho da Volta Grande do Xingu.
A nova abordagem dos estudos comprova que as três alternativas revistas não guardam semelhança de magnitude com os empreendimentos estudados no inventário realizado nas décadas de 70 e 80. Enquanto no estudo antigo as usinas apresentavam potências em torno de 20 mil MW, para uma área inundada de até 18.300 km², a relação potência instalada x área inundada de Belo Monte é a melhor já verificada em toda a história da hidreletricidade no Brasil.
A Aneel deve aprovar a atualização do inventário nos próximos dias, autorizando o início da revisão dos estudos de viabilidade para embasar o futuro leilão do empreendimento, que deve ocorrer nos próximos dois anos.
(redação - InvestNews)