A colocação do Brasil ocorreu em função das "notáveis melhoras nos últimos anos na solidez das finanças públicas e na redução do endividamento público", de acordo com o documento.
No entanto, a competitividade do país continua a ser baixa em comparação com as grandes economias mundiais.
O relatório apontou os Estados Unidos como o país mais competitivo do mundo, que saiu do sexto lugar para a primeira colocação, apesar da crise no mercado imobiliário. Em seguida ficaram a Suíça, Dinamarca, Suécia, Alemanha, Finlândia e Cingapura.
De acordo com o relatório, tanto a Suíça como os Estados Unidos compartilham uma excelente capacidade de inovação, graças a centros de pesquisas de alto nível e fortes gastos em pesquisa e desenvolvimento, porém, o potencial de competitividade dos Estados Unidos, com vantagem pelo tamanho de sua economia interna, está sempre ameaçado pelos desequilíbrios macroeconômicos, que continuam representando um risco para a competitividade geral do país, e para a economia mundial em seu conjunto, advertiu a entidade.
Em relação à América Latina, o Chile conseguiu se manter por mais um ano como a economia líder em competitividade da América Latina e Caribe, acima de México, Colômbia e Argentina.
A permanência do Chile (26º) no topo do ranking ocorreu porque o país conta com um dos mais desenvolvidos e sofisticados mercados financeiros, segundo o relatório.
O documento destacou que o México (52º colocado) deu passos importantes para a estabilidade macroeconômica e demonstrou uma alta efetiva no aproveitamento do potencial do seu grande mercado interno, porém preocupações com a governabilidade, a falta de segurança e um sistema educacional pobre ainda requerem mais esforços para conseguir melhores níveis de competitividade internacional.
Já a Argentina (85º), segundo o estudo, recuperou-se da crise econômica de 2001, embora seus indicadores reflitam dúvidas sobre temas como a continuidade das políticas econômicas, a burocracia e a falta de transparência no setor público.
O estudo mostrou que a Colômbia (69º colocado) registra ainda um índice de competitividade afastado do das economias mais dinâmicas do mundo, situação que se deve principalmente à qualidade do governo estadual, precária infra-estrutura e deficientes fatores de mercado.
O WEF é uma instituição privada com sede na Suíça, estabelece a classificação dos países em função de um Índice Global de Competitividade desenvolvido pelo economista espanhol Xavier Sala i Martín.
Esse indicador leva em conta até 12 pilares das economias, entre eles as instituições, infra-estruturas, educação, inovação, tecnologia, o tamanho do mercado e a estabilidade macroeconômica.
(Silvia Regina Rosa - InvestNews)