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Greve pode reduzir oferta na próxima semana

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SÃO PAULO, 21 de setembro de 2007 - A greve dos funcionários das montadoras instaladas no Paraná chega a seu segundo dia sem previsão de solução no curto prazo. O secretário do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), Jamil Dávila, afirmou hoje que os funcionários ainda não receberam nenhuma proposta a respeito do reajuste salarial pedido pela classe.

Caso empresas (Volkswagen, Renault e Nissan) e funcionários não entrem em um consenso rapidamente, o abastecimento de veículos ao mercado doméstico poderá ser prejudicado já na próxima semana. "A estimativa dos funcionários é de que, no pátio, as empresas possuam veículos para apenas mais quatro dias, no máximo", afirma o sindicalista. Procurada, a entidade que representa as montadoras decidiu não comentar sobre a greve.

Ontem, os metalúrgicos do 2º turno da Volks e da Renault também aderiram à greve, completando 100% de adesão - os funcionários do 1º e 3º turnos (no caso da Volks e da Renault) já haviam entrado em greve pela manhã. São, ao todo, 7 mil trabalhadores parados, número que sobe para 9 mil pessoas quando considerados também os funcionários de fornecedores, segundo o sindicato. "A produção está completamente paralisada. Apenas algumas áreas, como manutenção e o pessoal da alimentação, permanecem trabalhando", diz Dávila.

Uma nova assembléia está marcada para a manhã de segunda-feira.

(André Magnabosco - InvestNews)