Sem indicadores de peso na agenda, o câmbio deve continuar atrelado às movimentações de Wall Street. Para Mirian Tavares, diretora de câmbio da corretora AGK a decisão do banco central norte-americano de cortar a taxa básica de juros de forma mais agressiva na última terça-feira, para evitar que a economia local registrasse efeitos muito negativos a partir da atual crise financeira internacional, foi um fator determinante para a mudança de rumo dos mercados nesta semana. "E eventuais notícias negativas devem ser compensadas pelas expectativas de retomada do ingresso de recursos externos", avalia.
Com a tendência de desvalorização do dólar, o mercado volta a especular o retorno dos leilões do Banco Central (BC). Até 13 de agosto, a autoridade monetária, na tentativa de evitar quedas mais significativas comprava diariamente dólares no mercado à vista. Contudo, a crise com os subprimes pôs fim a esta rotina.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)