O presidente da Associação Nacional das Instituições Financeiras (Andima), Alfredo Moraes, acredita também que haverá uma procura maior por poupança e CDBs do que por fundos DIs. No entanto, para o executivo, eles não serão extintos, pois os três maiores bancos do País - Banco do Brasil, Bradesco e Itaú - são donos de mais de 50% da indústria de fundos nacional, portanto, não deverão acabar tão cedo com esses produtos. Com uma expectativa grande de queda nos juros contínua, ainda este ano, mais três vezes de 0,25 neste ano, Moraes afirma que os bancos buscarão alternativas para aumentar a escala, diversificando os produtos e com isso, a oferta de crédito para o setor produtivo deverá aumentar em função dessa queda nos juros.
Franco avalia ainda que à medida que os investimentos em poupança crescem, a isenção tributária teria que ser revista e a Taxa Referencial (TR) abolida. Outra mudança destacada por ele em relação à poupança é a questão da exigibilidade dos bancos para o Sistema Financeiro de Habitação (SFH). "Não há mais necessidade desta exigibilidade, uma vez que os bancos estão dispostos a emprestar e na medida em que a exigência é extinta as taxas de juros ficam mais baixas. Os bancos gostariam de emprestar por iniciativa própria", conclui.
(Alessandra Taraborelli e Rosana Hessel - InvestNews)