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Para pesquisador da FGV, crise trará mais cautela

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SÃO PAULO, 22 de agosto de 2007 - O coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, afirmou hoje que ainda não é possível dimensionar quais serão os impactos da crise registrada nos mercados financeiros nas últimas semanas, mas acredita que a incerteza causada pelo setor imobiliário norte-americano deixará seqüelas na economia global. "Acredito que o mundo ficará mais cauteloso a partir deste momento", disse.

Apesar disso, o executivo não fez alterações substanciais nas projeções apresentadas hoje a executivos do setor de embalagens. A única correção que Quadros fez em suas projeções foi referente à taxa do câmbio, que deverá ficar acima de R$ 2,00 no final do ano, e não mais entre R$ 1,80 e R$ 1,90.

O PIB brasileiro deverá crescer entre 4% e 4,5% e a taxa de juros deverá chegar ao final do ano entre 10,5% e 11%. Esses resultados, no entanto, dependem dos próximos acontecimento na economia norte-americana e também no Brasil, principalmente com relação à postura do Banco Central em relação à taxa dos juros. "Acredito que o governo reduzirá a Selic em 0,25% na próxima reunião, pois se parar este movimento dará uma demonstração de insegurança", analisou.

(André Magnabosco - InvestNews)