SÃO PAULO, 22 de agosto de 2007 - Mais calmos após às declarações da véspera do presidente do Comitê de Assuntos Bancários norte-americano, Christopher Dodd, que afirmou que o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, está disposto a usar todas as ferramentas possíveis, se necessário, para conter a turbulência dos mercados financeiros, decorrente da crise no setor de crédito, o que contribuiu para a melhora dos principais ativos domésticos. Apesar de haver recebido bem essas declarações, os economistas acreditam que qualquer dado negativo sobre o setor de crédito de alto risco (subprime) americano pode sacudir novamente os mercados globais.
Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) as projeções de juros dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) continuam acompanhando os demais ativos domésticos e recuam na maioria dos vencimentos. O DI com vencimento em janeiro de 2010, apontava juro anual de 12,09%, ante 12,19% do ajuste de ontem. Este contrato tinha 142,6 mil contratos fechados e giro de R$ 10,9 bilhões.
Para profissionais de renda fixa, a expectativa de que o Fed pode cortar o juro básico nos EUA a qualquer momento continua alimentando as esperanças dos mercados mundiais, ainda que tenha sido frustrada a perspectiva mais otimista de que isso pudesse ter acontecido ontem.
(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)