O movimento de venda segue a forte queda na Ásia e na Europa e reflete novas preocupações com a crise que atinge o segmento imobiliário norte-americano.
A maior financeira hipotecária dos EUA, a Contrywide Financial, tomou um empréstimo de US$ 11,5 bilhões de um grupo de 40 bancos para refinanciar seus empréstimos. O movimento é bastante mal interpretado, pois indica o quão grave é a crise.
Na noite de ontem, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de St. Louis, William Poole, disse que a crise financeira não atinge a economia norte-americana e que não há razão para que o banco central faça um corte emergencial na taxa de juros.
"É prematuro dizer que este problema no mercado está mudando o curso dos fundamentos da economia", disse Poole em entrevista a rede Bloomberg.
Outro ponto a estressar o mercado é a valorização do iene o iene sobre o dólar. Tal movimento resulta em preocupação de que alguns investidores estão desfazendo a estratégia chamada ´yen carry trade´, ou seja, empréstimos feitos a baixas taxas de juros no Japão para realizar investimentos em qualquer outro lugar do mundo.
Entre as ações com maior peso na carteira teórica a Petrobras PN (PETR4) recuava 4,21%, a R$ 46,49; Vale do Rio Doce PNA (VALE5) caía 4,81%, para R$ 64,00; Bradesco PN (BBDC4) recuava 4,61%, para R$ 43,90; Usiminas PNA (USIM5) caía 5,10%, para R$ 94,90; e o Itaú (ITAU4) recuava 5,10%, para R$ 73,00.
Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o Ibovespa com vencimento em outubro caía 4,08%, para 47.000.
(EC - InvestNews)