SÃO PAULO, 16 de agosto de 2007 - Para o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fernando Garcia, a crise no mercado imobiliário norte-americano está antecipando para os investidores que "talvez" as ações de empresas do setor de construção nos EUA não tenham tanto valor quanto o que vem sendo negociado. "A maior parte dessas empresas possuem papéis de hipotecas que se desvalorizaram, logo a situação financeira delas não é tão boa assim, semelhante ao que está ocorrendo com fundos e financeiras imobiliárias", destaca.
No entanto, para Garcia essa turbulência nos Estados Unidos é um "ajuste de crescimento". "O mercado norte-americano vai crescer menos, mas deve se levantar no máximo no início de 2008, que é ano de eleições presidenciais por lá, e continuar puxando a expansão mundial", projeta.
Segundo o professor, embora o mercado mundial fique tenso e esse comportamento reflita diretamente no cenário doméstico, "a crise não afeta o crescimento do Brasil". "O País tem condições de passar por este período conjuntural difícil", acredita.
(Vanessa Stecanella - InvestNews)