A Câmara do Fumo também discutiu a necessidade de melhorar a distribuição de renda em toda a cadeia produtiva da fumicultura. ´Queremos chegar a um denominador comum para melhorar a renda dos produtores e trabalhadores´, ressaltou Schneider, que também é vice-presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).
A câmara avançou nas discussões para realização da pesquisa sobre o mercado legal e ilegal de fumo no Brasil. Segundo Schneider, estão sendo feitos contatos com institutos de pesquisa para escolher qual deles fará o levantamento de campo. ´Hoje, não há nenhuma pesquisa oficial nessa área. Por isso, vamos fazer um levantamento oficial´. O trabalho deve ser patrocinado por entidades do setor. Calcula-se que o comércio ilegal varie entre 40 e 45 bilhões de cigarros anuais, representando cerca de R$ 5 bilhões. ´As perdas na arrecadação de impostos chegariam a R$ 2,5 bilhões por ano´.
Os integrantes da câmara decidiram reapresentar à Secretaria de Política Agrícola (SPA/Mapa) ofício por meio do qual os fumicultores da Bahia pedem a redução de tributos para a produção de charutos. ´Essa é uma atividade de grande importância econômica e social´, assinalou Schneider. O Brasil já chegou a produzir 140 milhões de charutos por no e hoje fabrica apenas 8 milhões.
(Viviane Monteiro - InvestNews)